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2 de nov. de 2022

 Generalização de estímulos

Generalização

A Generalização é uma das sete dimensões da Análise do Comportamento Aplicada (ABA) publicadas por Baer et al. (1968, p. 96), que descrevem este processo como sendo uma característica da mudança de comportamento, que deve ser “durável ao longo do tempo […] aparecer numa ampla variedade de ambientes possíveis, ou espalhar-se por uma ampla variedade de comportamentos relacionados”.

A manutenção de uma resposta previamente treinada com técnicas da ABA que se ampliam para outros materiais, lugares, pessoas e contextos não treinados também fazem parte do método de generalização. O processo de emitir uma mesma resposta a estímulos diferentes é chamado de Generalização de Estímulos.

Generalização de Estímulos

Generalização de estímulos é o termo que descreve a resposta a estímulos não treinados, que compartilham características semelhantes (materiais, lugares, pessoas, contextos) com o estímulo inicial ou o estímulo discriminativo (SD).

Exemplo: se um estudante é ensinado a pedir água em sua casa e ele emite o mesmo pedido na escola, tal situação pode ser considerada generalização de estímulo. A resposta previamente ensinada foi emitida de uma forma nova e não treinada, em um contexto diferente e com outras pessoas.

A generalização de estímulos poderia acontecer da mesma forma com outras pessoas ou outros lugares. O SD (a sede), foi generalizado ao ponto de o estudante ser capaz de emitir uma resposta (o pedido de água), mesmo que essas novas situações não tivessem sido treinadas, por isso, o processo de generalização é relevante por vários motivos.

Não seria possível ensinar diretamente um estudante a responder ao estímulo em todas as ocasiões que ocorresse. Se não houvesse a generalização do estímulo, seria necessário ensinar a pedir água na sua casa, na escola, na rua, no parque, no shopping e qualquer outro lugar, a cada vez que o indivíduo sentir sede.

Quanto mais semelhantes forem os estímulos, maior a probabilidade do indivíduo responder de modo operante, ou seja, se usou de reforçadores, do mesmo modo que respondeu anteriormente em que o reforço foi utilizado. Os estímulos são divididos em classes, segundo sua semelhança ou relações com as respostas.

Classes de Estímulos

Uma classe é um grupo de estímulos que compartilham características físicas, locais, temporais ou funcionais e são divididas por similaridade, por equivalência ou por relações por uma resposta comum.

 Similaridade

Um estímulo é considerado similar ao SD quando possui características físicas semelhantes a ele. Essa semelhança pode ser pela cor, pela forma, o cheiro, som e outras diversas características.

Exemplo: o profissional está ensinando a cor vermelha. Ele apresenta um brinquedo na cor escolhida (SD) e pede ao estudante que pegue o objeto dizendo “pegue o brinquedo vermelho”. O estudante então pega o brinquedo (Resposta). Em outro momento, num contexto diferente, a mãe do estudante pede que ele pegue um copo vermelho no balcão. Se o estudante pega corretamente, considera-se que ele generalizou o estímulo (a cor vermelha) para objetos com essa característica.

Equivalência

Os estímulos podem ser equivalentes pela simetria, pela transitividade ou pela reflexividade. Esses termos foram emprestados da linguagem matemática, por isso é muito comum encontrar fórmulas com variáveis nos materiais que se referem às classes de estímulos por equivalência.

Para a simetria (S):

S: A r B = B r A – se o elemento A tem relação com o elemento B, então o elemento B tem relação com o elemento A.

Para a Transitividade (T):

T: A r B e B r C, então A r C – se o elemento A tem relação com o elemento B, e o elemento B tem relação com o elemento C, então o elemento A tem relação com o elemento C.

Para a Reflexividade (R):

R: A r A – o elemento A tem relação com ele mesmo.

Transpondo para um exemplo, imagine que o profissional está ensinando o estudante a falar "gato". Em um primeiro momento, ele apresenta um cartão com o desenho de um gato e diz “gato”, pedindo que o estudante repita. Nesse caso, os estímulos “desenho de gato” e o som da palavra “gato” são simétricos. Eles não possuem nenhuma similaridade, porém fazem parte de uma mesma classe de estímulos.

Imagine que ao invés de mostrar um cartão com uma imagem, o profissional exibe um cartão com a palavra "gato" e emite novamente o som da palavra “gato”. O estudante então pega o cartão com a imagem do animal e repete “gato”.

É possível perceber que o estudante generalizou os estímulos por transitividade, visto que o estudante identificou que a escrito “gato” tem relação com o som da palavra falada, da mesma forma que o cartão com a imagem de um gato, pois são estímulos equivalentes por transitividade.

Por fim, se esse estudante se deparar com um gato em outro momento e for capaz de dizer “gato”, considera-se que ele generalizou o estímulo equivalente pela simetria que a imagem do gato possui com o próprio animal.

Relações arbitrárias mediadas por resposta comum

Nesse caso, a função do estímulo é a mesma do SD, embora não compartilhem similaridades físicas e nem sejam equivalentes.

Exemplo: os instrumentos musicais são estímulos arbitrários, cada um possui uma aparência física e emitem um som diferente, porém a resposta emitida frente a esses estímulos é a mesma, fazer música (ou emitir um som), por isso, eles correspondem a uma mesma classe de estímulos.

Classes funcionais

Nas classes funcionais, os estímulos podem não partilharem similaridades formais, mas diante de um contexto de aprendizagem, podem ser incluídos em uma mesma classe para desencadear a mesma resposta.

Exemplo: os lobos não fazem parte da mesma classe dos cachorros, embora sejam biologicamente da mesma família. No entanto, se o estudante está aprendendo a dizer “cachorro”, e emite essa resposta quando se depara com a imagem de um lobo, pode-se dizer que ambos estímulos estão em uma classe funcional, mesmo que não estejam na mesma classe do ponto de vista formal.

Testes de Generalização

Durante o processo de intervenção, podem ser necessários a realização de testes para medir a probabilidade de uma resposta ser emitida diante de estímulos diferentes.

Os testes representam a capacidade de generalização do aluno diante da variação do SD, e a frequência de respostas deve se manter, quanto mais similares forem os estímulos, assim como diminuem quanto menos parecidos. Para esses testes, podem ser utilizados gradientes de estímulos.

Gradiente de Estímulos são as mudanças que ocorrem a partir do SD (estímulo treinado). A partir desse exemplo é possível medir a capacidade de generalização de um estímulo, visto que conforme mudam as características, a probabilidade de dizer “bola” diminui.

Conclusão

Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo podem apresentar dificuldades de responder um comportamento já aprendido quando está em um contexto diferente daquele em que o comportamento foi ensinado. Dessa forma, é necessário que a Generalização seja ensinada desde o início do atendimento.

A Generalização ajuda a garantir que o estudante esteja preparado para responder corretamente em situações que exigem sua autonomia, em que o estímulo de mando não seja necessário ou desejável, permitindo flexibilidade comportamental, eficiência na aprendizagem, uma maior compreensão do mundo e qualidade de vida ao estudante com TEA.

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Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
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Amigo a gente entende!
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Porque amigo sofre e chora.
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Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
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"Obrigado, Senhor, por atribuir-me a missão de ensinar e por fazer de mim uma professora no mundo da educação.

Eu te agradeço pelo compromisso de formar tantas pessoas e te ofereço todos os meus dons.

São grandes os desafios de cada dia, mas é gratificante ver os objetivos alcançados, na raça de servir, colaborar e ampliar os horizontes do conhecimento.

Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também o sofrimento que me fez crescer e evoluir.

Quero renovar cada dia a coragem de sempre recomeçar.

Senhor!

Inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador para melhor poder servir.

Abençoa todos os que se empenham neste trabalho iluminando-lhes o caminho.

Obrigado, meu Deus, pelo dom da vida e por fazer de mim uma educadora consciente, comprometida hoje e sempre. Amém!"