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6 de out. de 2022

 

A mensuração do comportamento

 A psicologia é uma ciência que trabalha com diferentes perspectivas, sendo uma delas a psicometria que visa construir e aplicar instrumentos para mensuração de constructos e variáveis de ordem psicológica, aliada à métodos de análise estatística, principalmente a partir do refinamento matemático da análise fatorial, da modelagem de equações estruturais e da Teoria de Resposta ao Item, além de outras técnicas multivariadas.

Existem diferentes áreas e setores da sociedade que utilizam dados e instrumentos psicométricos para auxiliar e entender o processo do ser humano.

Consequentemente, mensuram o mesmo por meio desses dados psicométricos.

Por exemplo, as áreas de Marketing e também as áreas administrativas de compra e venda. Ou seja, não é um instrumento usado apenas na psicologia, mas sim no sentido de amplitude, uma vez que, utilizamos a psicometria em diferentes áreas e segmentos da sociedade. No entanto, hoje nosso foco é voltado para o sujeito com autismo.

 Quando um sujeito é diagnosticado com autismo, ele apresenta uma tríade de características. Além de sabermos que indivíduos com o diagnóstico autista são diferentes entre si, ou seja, a tríade apresentada será a mesma, porém dois sujeitos manifestam níveis de acometimento distintos.

Tem-se a tríade formada pelo comportamento, comunicação e interação social, e o repertório apresentado é verificado por meio dessa tríade. A análise do comportamento proporcionará a base para entender esse comportamento.

Descartemos, por hora, a interação social e focaremos apenas no comportamento do sujeito que apresenta autismo. Por meio de métodos experimentais e sistemáticos, buscase entender através da mensuração e observação como comportamentos inadequados e restritivos estão sendo apresentados, de qual forma e por qual motivo.

A mensuração de comportamento se caracteriza pela descrição das circunstâncias em que ele ocorre, lembrando que suas manifestações são amplamente variáveis no tempo e no espaço, e isso significa estar medindo algo em constante mutação.

Também é estabelecido parâmetros, a exemplo da descrição precisa do comportamento estudado para medir o quanto falta para a extinção do mesmo ou o quanto é preciso intervir para diminuir esse comportamento inadequado.

Consequentemente, avaliamos, contabilizamos e sensibilizamos esse sujeito, a fim de que esses comportamentos sejam eliminados. Na mensuração dos comportamentos podemos realizar de forma direta ou indireta.

De forma direta, o fenômeno que está sendo medido é exatamente o fenômeno que é foco do experimento.

Enquanto na forma indireta, o que está sendo medido é diferente daquilo que será o foco das conclusões experimentais.

Portanto, na mensuração dos comportamentos de forma direta temos seis principais características atuantes: a topografia, a quantidade, a intensidade, o controle de estímulo, a latência e a qualidade.

E, na forma indireta, temos um rol de variáveis que nos levam a compreender o comportamento, ou seja, o comportamento não é foco, mas sim todas as variáveis ligadas a ele.

 Por conseguinte, ela é realizada através de entrevistas com pacientes e pessoas que lhes são significativas, questionários; role playing, obtenção de informações de outros profissionais e automonitoramento do cliente.

Em vista disso, essa mensuração do comportamento trabalha com uma metodologia delimitada, instrumentos coerentes, cautela, observação, imparcialidade e registros fidedignos.

É preciso entender quais são esses comportamentos, repertórios, as queixas apresentadas, e por consequência utilizar uma metodologia que seja voltada especificamente para este sujeito.

Então pensar em instrumentos e estratégias que sejam efetivos, de modo a trabalhar com esses comportamentos inadequados a fim de medi-los de forma precisa.

 

A ANÁLISE FUNCIONAL E O TEA

O comportamento compõe o rol de características observadas do TEA. Ele é definido por qualquer coisa que uma pessoa diz ou faz. Como por exemplo, caminhar, falar em voz alta, atirar uma bola, gritar com alguém — todos esses são comportamentos públicos ou manifestos (visíveis) que poderiam ser observados e registrados por qualquer indivíduo, além daquele que está executando o comportamento (MARTIN; PEAR, 2009).

Em um sujeito diagnosticado com autismo essas características comportamentais também estão presentes. A análise funcional tem como princípio a relação entre variáveis dependentes e independentes.

Desse modo, essa abordagem enfatiza a importância da relação de contingência entre uma variável e outra, estabelecendo a dependência entre os eventos que antecedem o comportamento.

Ou seja, o próprio comportamento e as consequências do mesmo.

Em outras palavras, na análise funcional, buscamos compreender e identificar as variáveis existentes que estão controlando o comportamento, baseando-se no estudo da relação entre variáveis dependentes e independentes, além de enfatizar a importância da relação de contingência que deve existir entre uma variável e outra (COSTA; MARINHO, 2002; MEYER, 1997; STURMEY, 1996).

Consequentemente, a avaliação comportamental envolve a coleta e a análise: identificar e descrever comportamentos-alvo; identificar possíveis causas do comportamento (o que move e motiva o comportamento e quais são os disparadores que antecedem o mesmo); orientar a seleção de um tratamento comportamental adequado e avaliar o resultado do tratamento interventivo.

E, esta avaliação é feita para entendermos se houve melhora ou não no quadro, caso a tentativa tenha falhado é necessário mudar o tratamento e avaliar novamente. Essa análise funcional é realizada a partir da observação de comportamentos inadequados e restritivos feita em tanto em sujeitos de desenvolvimento típico quanto atípicos.

A partir disso, é feita a análise funcional.

Sendo assim, a análise funcional consiste em identificar os antecedentes e as consequências de um comportamento.

Entende-se a queixa de um determinado comportamento, esse é o comportamento central, então temos o antecedente (aquilo que antecede o comportamento) e a consequência (qual ação realizada que tem como consequência deste comportamento). Em outras palavras, o antecedente é o evento de configuração; o comportamento é a resposta dada ao antecedente e consequência é a ação ou resposta ao comportamento apresentado.

Contextualizando, por exemplo, temos o caso de uma criança que pede para brincar no parque.

A professora diz NÃO (antecedente), a criança joga as coisas no chão (comportamento), então a professora leva-o ao parque (resposta). Assim, o comportamento da criança gera uma resposta na professora, na qual, a resposta negativa transforma-se no objetivo da criança.

Entendemos na análise funcional o que vem antes e depois desse comportamento.

Portanto, analisamos o comportamento para: verificar o repertório pré-existente; entender os diferentes comportamentos apresentados, verificar a possibilidade de modificá-los; traçamos um plano para extingui-lo, se necessário, e inserimos novos comportamentos e habilidades que devem ser consideradas adequadas para este sujeito. Lembre-se que toda análise realizada deve ser feita por meio de registro, mesmo que seja observacional.

Entende-se o repertório desse sujeito, vale lembrar que também é preciso registrar.

A modificação do comportamento inclui todas as aplicações explícitas dos princípios do comportamento para melhorar comportamentos públicos e privados dos indivíduos (seja no setor familiar, social, escolar e em diferentes contextos) - estando ou não no ambiente de clínica e tendo ou não demonstrado explicitamente o controle de variáveis.

Dessa forma, a análise comportamental auxilia no processo de desenvolvimento do sujeito com autismo.

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!
Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.Amigo é a base quando falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Oração do Professor


"Obrigado, Senhor, por atribuir-me a missão de ensinar e por fazer de mim uma professora no mundo da educação.

Eu te agradeço pelo compromisso de formar tantas pessoas e te ofereço todos os meus dons.

São grandes os desafios de cada dia, mas é gratificante ver os objetivos alcançados, na raça de servir, colaborar e ampliar os horizontes do conhecimento.

Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também o sofrimento que me fez crescer e evoluir.

Quero renovar cada dia a coragem de sempre recomeçar.

Senhor!

Inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador para melhor poder servir.

Abençoa todos os que se empenham neste trabalho iluminando-lhes o caminho.

Obrigado, meu Deus, pelo dom da vida e por fazer de mim uma educadora consciente, comprometida hoje e sempre. Amém!"