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10 de mar. de 2022

 

 Sinais do TEA na infância 

O Autismo passa por constantes atualizações a respeito da compreensão do tema, já tendo sido considerado como semelhante a uma série de outros Transtornos, entre eles TGD, Esquizofrenia Infantil, Deficiência Intelectual, porém, atualmente, há sintomas específicos que explicam e diferenciam o TEA dos demais transtornos existentes.

Sempre que consideramos Transtornos Neurológicos, precisamos considerar ferramentas padronizadas e com embasamento científico para realizar afirmações e avalições relacionadas. Ainda assim, atualmente não possuímos na ciência, com fácil acesso, exames que identifiquem o Autismo, apesar de haver protocolos a serem seguidos pelos médicos para identificar comorbidades e/ou justificar sintomas com outros diagnósticos que não o TEA, tais como o Potencial evocado auditivo (BERA) ou Audiometria condicionada, Eletroencefalograma e a Ressonância Magnética.

Pensando nos Sinais do TEA, consideramos o DSM-V TR, que teve sua última atualização em 2013 como sendo o documento mais atual validado para o Brasil.

Segundo ele, os sintomas a serem analisados integram dois grupos, a saber:

 A - Déficits sociais persistentes: incluindo Reciprocidade socioemocional, Comunicação, Desenvolvimento e Manutenção de relacionamentos;

 B - Padrões restritos e repetitivos de comportamento: envolvendo Movimentos motores estereotipados ou repetitivos, Rituais, Interesses altamente restritos e fixos, Hiper ou Hiporreatividade a estímulos sensoriais.

Além disso, é importante considerarmos que a palavra Espectro se refere à vasta diversidade de maneiras como os sintomas podem se manifestar, pois apesar de se tratar da mesma Competência (social, comunicação, padrões), envolvem prejuízos diferentes.

Por exemplo, pensando em habilidades sociais, encontramos pessoas com Autismo que apresentam dificuldades no contato visual, outras em iniciar ou manter uma conversação.

Além disso, os padrões podem estar relacionados à alimentação, tecidos, brinquedos, assuntos, entre outras coisas.

O DSM-V TR especifica não apenas os sintomas, mas também os critérios para realizar um diagnóstico fidedigno, sendo eles sintomas que causam prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo no presente, que devem estar presentes precocemente no período do desenvolvimento, embora não possam se tornar plenamente manifestos até que as demandas sociais excedam as capacidades limitadas ou possam ser mascarados por estratégias aprendidas mais tarde na vida.

Ainda no mesmo documento, encontramos a maneira como são definidos os Níveis de Apoio do TEA – vale destacar que não é adequado a utilização do termo “graus” – e sim avaliar quanta ajuda/apoio a pessoa precisa em diferentes ações da vida, como se comunicar, se vestir, comer, comprar, entre outros.

Vale destacar que há outros sintomas comuns em pessoas com autismo, mas que atualmente não são considerados critérios diagnósticos. Isso significa que a ausência desses sintomas não exclui o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista, como por exemplo andar na ponta dos pés, transtornos do processamento sensorial, ausência de expressões faciais, apatia e comportamentos agressivos, entre outros.

 Foi liberada recentemente a última versão do CID (Classificação Internacional de Doenças) que ainda não se tornou obrigatória no Brasil, visto que ainda está em processo de tradução. Seu objetivo é atualizar novamente as compreensões acerca do tema e se tratando do TEA, haverá subdivisões que detalham as características dos sintomas no momento do diagnóstico:

TEA com Deficiência Intelectual,

TEA sem Deficiência Intelectual,

TEA com prejuízos na linguagem funcional,

TEA com ausência de linguagem funcional, porém o CID não substitui a função do DSM-V TR, assim como os Níveis de Suporte nele contidos, sendo ainda mais utilizado para consultas relacionadas à políticas públicas

    Por fim, enquanto profissionais, é importante que estejamos sempre atualizamos e embasados na ciência para melhor compreensão, contribuição e evolução sobre o Transtorno do Espectro Autista.

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!
Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.Amigo é a base quando falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Oração do Professor


"Obrigado, Senhor, por atribuir-me a missão de ensinar e por fazer de mim uma professora no mundo da educação.

Eu te agradeço pelo compromisso de formar tantas pessoas e te ofereço todos os meus dons.

São grandes os desafios de cada dia, mas é gratificante ver os objetivos alcançados, na raça de servir, colaborar e ampliar os horizontes do conhecimento.

Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também o sofrimento que me fez crescer e evoluir.

Quero renovar cada dia a coragem de sempre recomeçar.

Senhor!

Inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador para melhor poder servir.

Abençoa todos os que se empenham neste trabalho iluminando-lhes o caminho.

Obrigado, meu Deus, pelo dom da vida e por fazer de mim uma educadora consciente, comprometida hoje e sempre. Amém!"