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18 de fev. de 2016

A Neurociência e a Educação



A Neurociência é a ciência que estuda o cérebro e hoje traz grandes benefícios para as áreas relacionadas a Educação (principalmente relacionado aos problemas de aprendizagem), aos Esportes, as Artes, a Psicologia e enfim, ao Desenvolvimento Humano como um todo.  
Entender um pouco do funcionamento do nosso cérebro pode ser um grande facilitador para pais, professores e todos os profissionais que lidam com o desenvolvimento da criança. Acredito que este documentário pode ajudar pais e profissionais a encontrarem maneiras de estimular crianças com dificuldades de aprendizagem.

Para terem melhor entendimento em relação a aprendizagem, a criança e a educação, vou deixar aqui alguns tópicos para vocês se atentarem ao assistir o vídeo.

1-) Atente-se no trabalho da professora Ana ("tia Ana"). Como a Neurociência a ajudou na solução dos problemas de alfabetização de seus alunos? Perceba que o foco dela é "aprender brincando".
2-) Atente-se para como se dão as SINAPSES(conexão entre neurônios através dos impulsos elétricos). Como é o desenvolvimento da criança e a quantidade de sinapses nos primeiros anos de vida?"Quanto mais a gente usa nosso cérebro, mais ele vai se definindo."
3-) Atente-se na explicação sobre a trilha feita no mato e como se dá nosso aprendizado. "Quanto mais praticamos, mais fortalecemos o caminho que nosso cérebro faz para executar uma determinada tarefa". Então a palavra chave para o aprendizado seria: treino, treino e mais treino!
4-) Atente-se para as fases chamadas: Janelas de Oportunidades
5-) Atente-se para o objetivo da Escola Municipal Guarani, que é criar memória de longa duração nas crianças desde pequenas . Como essa escola preparam seus alunos para alfabetização? 
6-) Qual a importância do elogio para o aprendizado? Atente-se para esse tópico.
7-) Atente-se para a pesquisa de Rui Marra. " A reação de qualquer um diante de um desafio depende do afeto que essa pessoa recebeu na infância".Atente-se para a importância das trocas afetivas no início da vida e como elas são fundamentais para a formação de segurança no indivíduo.
8-) Atente-se para a "Metodologia do Semáforo".Para aprender temos que parar, pensar e agir. Uma coisa de cada vez.
9-) Atente-se para como memorizamos. Como lembramos de detalhes? Como se dá a memória associativa?

Segue o documentário aqui. Não deixe de assistir! 

Espero que tenham gostado e que o documentário tenha ajudado, tanto quanto me ajudou no meu dia-a-dia com as crianças.

Entendendo o Desenvolvimento Infantil (Documentário)





"Toda criança explica o homem tanto quanto o homem explica cada criança" Jean Piaget

 Praticamente todos os posts do blog permeiam o   Desenvolvimento Infantil, mas nunca tinha abordado de forma mais explícita e teórica. Porém, tenho percebido no meu dia-a-dia de trabalho que alguns pais chegam até o consultório com preocupações que não deveriam existir se eles tivessem um pouco de conhecimento sobre a Psicologia do Desenvolvimento. Portanto, esse post é de extrema importância para  pais, educadores e todo profissional que lida com crianças.

Na minha busca por vídeos para o blog (e para meu estudo também) encontrei um excelentedocumentário chamado Introdução a Psicologia do Desenvolvimento. Esse breve filme fala de maneira clara e concisa sobre o desenvolvimento humano e enfatiza a teoria dos interacionistas e construtivistas: Piaget, Vygotsky e Wallon com enfase na teoria piagetiana. Além de ser um documentário que aborda os conceitos de forma dinâmica, há a participação de grandes nomes da Psicologia aqui no Brasil como Yves de La Taille (Psicólogo e Educador Francês, naturalizado  brasileiro, especializado em desenvolvimento moral e professor da USP).

 Antes de assistirem ao vídeo é bom terem em mente que a Psicologia do Desenvolvimento estuda o desenvolvimento humano, desde o nascimento até a vida adulta, em todos os aspectos: físico-motor, intelectual (ou cognitivo), afetivo-emocional e social.

"A Psicologia do Desenvolvimento tem a ambição de identificar etapas do processo de construção das capacidades humanas, construção na interação com o meio." (documentário).

Segue aí o documentário (vale muito a pena assistir):


10 de fev. de 2016

A importância de brincar sem brinquedo

A importância de brincar sem brinquedo

Um foguete, uma varinha mágica, um trem ou qualquer tipo de animal estão entre as muitas formas que um simples graveto pode tomar pela criatividade e imaginação (principalmente) das crianças. O exercício é importante para o desenvolvimento e para a construção autoral dos pequenos e, ter esta consciência, ajuda os adultos a garantir que haja momentos livres de brinquedos prontos.
“É preciso não planejar tantas atividades e não deixar tantas opções de brinquedos com uma função específica disponível”, afirma Tatiana Weberman, responsável pelo SlowKids, movimento que propõe a desaceleração para a infância. “Deixar menos opções, muitas vezes, é abrir uma porta para a criatividade e uma vastidão de possibilidades.”
Criadora da plataforma de brincadeiras Massacuca, Graziela Iacooca, conta que, ao contrário de muitos adultos, as crianças não precisam de instruções para brincar com objetos do cotidiano. “A nossa proposta é tirar o lúdico de objetos normais, o que a criança sabe fazer. Estamos ensinando os adultos a disponibilizar isso para os pequenos”, comenta.
O caso mais famoso é o tradicional baú de tesouros. Basta uma caixa, balde ou sacola e diferentes objetos da casa, como utensílios de cozinha em tamanhos e materiais variados. “Daí podem sair narrativas de histórias incríveis ou um bolo ou qualquer coisa que a criança queira e ela vai se divertir não apenas com os objetos, mas com a criação”, comenta Graziela.

barco com sacola plastica
Construções das crianças podem ser ricas de significado. Foto: Território do Brincar
Os mesmos objetos podem ser também contornados, congelados, ornamentados, mergulhados na água, enterrados e assim por diante. “Não somos exatamente contra brinquedos, mas contra o excesso de brinquedos e contra os que têm uma função específica”, explica.
Um animal bem pequeno, por exemplo, pode ser colocado dentro de uma bexiga com água, congelado e depois se transformar em um ovo a ser quebrado para retirar o bicho de lá de dentro.
O brincar espontâneo é objeto de pesquisa da cineasta Renata Meirelles. Por conta disso, viajou por 9 estados e estabeleceu-se em 14 comunidades diferentes durante 1 a 3 meses para estudar o assunto e produzir o documentário Território do Brincar, lançado este ano. “O foco foi sempre entender o que a criança faz, elas que dizem o que querem nos mostrar”, conta.
Ela e o marido viajaram com os dois filhos, agora com 6 e 8 anos, que também participavam das brincadeiras. Os destinos escolhidos foram locais com pouca estrutura como o Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, ou o Recôncavo Baiano.
“A gente viu muitas que não se utilizam de brinquedos comprados, industrializados, elas reúnem o nada e organizam para compor o que elas brincam”, explica, ainda com o encanto da riqueza percebida. “Nesta busca, ela consegue se ver representada por aquelas coisas que ela fez, compôs, arrumou. Cria um diálogo grande com quem ela é.”

Capim e tecido se tornam 'boneca em batizado'. Foto: Território do Brincar
Capim e tecido se tornam ‘boneca em batizado’. Foto: Território do Brincar
Para ela, há um “sufocamento da própria infância” com a quantidade de brinquedos de que algumas são cercadas. “Mesmo os brinquedos mais comuns, como carrinhos e barquinhos, para os meninos, quando são feitos por eles, com latas, tábuas, chinelos, pneus e uma gama de objetos contam uma história e geram um vínculo diferente.”
Ela conta que impressionam os detalhes, por exemplo, em casinhas com panos colocados como toalhas de mesa e flores para decorar. “Foi incrível a diversidade de composições de brinquedos e brincadeiras”, comenta.
Os filhos levaram uma mala de brinquedos que também eram compartilhados e costumavam interessar às demais crianças. “Certamente se você falar que vai dar, eles querem, mas sabem distinguir. Eles dizem, por exemplo, que brinquedo comprado ‘quebra’, ou seja, os deles, em sua percepção, são apenas modificados.”
Para ela, entre tantas lições do projeto Território do Brincar, uma bastante clara é que a infância precisa do ócio e da ausência de brinquedos prontos para que possam acessar os próprios desejos, vontades e interesses. “Elas conseguem concretizar na prática seus sonhos com sua imaginação.”

4 de fev. de 2016

Psicomotricidade na Educação Infantil



INTRODUÇÃO

ROMANCE OU CIÊNCIA?

Em 1594, Willian Shakespare lançou seu mais famoso romance, Romeu e Julieta. O livro conta a história trágica de dois jovens pertencentes a famílias rivais que se apaixonam e no final morrem. Seria como a dicotomia entre a Psicomotricidade e a Educação Física? Estas disciplinas se completam e podem caminhar juntas, como queriam o jovem Romeu e a bela Julieta? Ou, ao contrário, assim como as famílias Capuleto e Montecchio, não se toleram e são incompatíveis.
Existiria uma dicotomia entre Educação Física e a Psicomotricidade? Dicotomia, segundo KURY (2001: 252) é a "divisão de um conceito em dois elementos em geral contrários". Observamos que no dicionário citado, a expressão "em geral", nos deixa em aberto a questão, podendo ser contrários ou não as abordagens relativas a Psicomotricidade e a Educação Física.
 Acreditamos que existem três formas de utilização das abordagens propostas pelos educadores. Há os que acreditam não ser possível minimizarem o impacto entre o conflito das duas abordagens, pois há uma ligação destas com o modo próprio de ver o mundo de cada abordagem, portanto o pesquisador deve utilizar uma delas. Há, ainda uma segunda postura, a da tolerância ao trabalho com os dois métodos, utilizando-se em uma abordagem Psicomotora, recursos da Educação Física ou o inverso. Uma terceira postura é a liberdade de utilização de conceitos, sem a presença de dualismos, articulando as duas abordagens. Desta forma, a utilização destas abordagens dependerá do construto do pesquisador.
Na atualidade fixar uma diferença inflexível entre a Psicomotricidade e a Educação Física, dentro do que percebemos, parece ser não tão inteligente, pois os professores podem utilizar características de uma ou de outra abordagem em suas práticas.
Entendemos que a busca da compreensão sobre a utilização, em conjunto, dos métodos citados é de grande importância aos professores. A desmistificação da não aproximação entre a Psicomotricidade e a Educação Física precisa ser realizada nos meios acadêmicos. É comum observarmos preconceitos quanto à utilização mútua das abordagens, outras vezes encontramos defensores ferrenhos, mas também existem aqueles que experimentam as duas abordagens, com um método prevalecendo sobre o outro.
 Assim, por estarmos utilizando este tipo de relação em nossas aulas de Educação Física, procuramos, através da reflexão de diversos autores, contribuir em um maior debate sobre o tema.
É importante aos professores, antes de defender suas posições metodológicas, conhecer as possibilidades entre as abordagens Psicomotora e a Educação Física. É, necessário, inclusive, conhecer as possibilidades de integração entre as duas metodologias.
Assim nos questionamos: a abordagem Psicomotora pode completar a abordagem da Educação Física? Ambas se completam ou, são antagônicas? Não existe possibilidade de interação entre ambas? É possível um meio termo? Existe a abordagem psicomotora dentro da educação física?
Desta forma, este artigo possui como propósito maior compreender, através de uma pesquisa bibliográfica, como a abordagem Psicomotora e a Educação Física podem ser utilizadas dentro de uma mesma aula.

Abordagem psicomotora e a Educação Física: diferentes como Capuletos e Montecchios? Ou completam-se como Romeu e Julieta?
No livro de Shakespeare, havia uma verdade absoluta reinante na Verona da época, Capuletos e Montecchios são pessoas diferentes em tudo, em crenças, valores e virtudes. Será que a Psicomotricidade e a Educação Física, assim como as famílias inimigas da obra Romeu e Julieta, são completamente diferentes?
Observamos que vários autores trazem estudos importantes sobre o movimento humano, e que estas teorias, tanto podem ser aplicadas à Educação Física como à Psicomotricidade.
 Segundo Oliveira (1997), Merleau-Ponty (1971) ultrapassa a visão dualista entre corpo e mente, para ele o homem é seu corpo; Harroew (1972) é citado por ligar a sobrevivência do homem primitivo ao seu desenvolvimento psicomotor; o mesmo autor cita os sete movimentos básicos inerentes ao homem: correr, saltar, escalar, levantar peso, carregar, pendurar e amassar; também ressalta Piaget (1987), quando o mesmo descreve a importância da motricidade para o desenvolvimento da inteligência; lembra que Wallon (1979) salienta a importância do aspecto afetivo adquirido com a comunicação realizada pelo diálogo corporal.
Tais autores, trazem a importância do movimento para o homem, características que refletem os objetivos primordiais da educação física e também da psicomotricidade.
De acordo com Le Boulch (1982, 24), a educação psicomotora:

"deve ser considerada como uma educação de base na escola primária. Ela condiciona topos os aprendizados escolares; leva a criança a tomar a consciência de seu corpo, da lateralidade, a situar-se no espaço, a dominar seu tempo, a adquirir a coordenação de seus movimentos".

Vygotsky (1998), apud Souza (2004), afirma a importância do brincar como ferramenta principal para a aquisição das capacidades intelectuais do indivíduo. A autora também cita Fonseca, que destaca a aplicação das práticas corporais como fundamentais, a fim de se evitar problemas escolares.
Outra vez constatamos finalidades em comum para as abordagens da Educação Física e da Psicomotricidade.
Segundo Le Boulch (1984), a Educação Psicomotora se originou na França, em 1966, pela fragilidade da Educação Física, já que a mesma não teve condições de responder as expectativas de uma educação integral do corpo.
Não queremos aqui realizar uma crítica a teoria de Le Boulch, até porque a seguimos, mas lembramos que a Educação Física, não pode ser confundida com educadores físicos, portanto, não podemos generalizar, talvez o acontecido não refletisse o pensamento de todos os profissionais educadores físicos da época.
Souza (2004) reforça a idéia de que nem todos, no ramo da Psicomotricidade, descartam a Educação Física. Cita Pierre Vayer (1984), afirmando que a Educação Psicomotora utiliza atividades de Educação Física com o objetivo de melhorar ou normalizar o comportamento das crianças.
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1998), novas vertentes surgiram em oposição à ala mais tecnicista, esportivista e biologicista da Educação Física, entre elas a abordagem psicomotora. Nela o envolvimento da Educação Física é "com o desenvolvimento da criança, com o ato de aprender, com os processos cognitivos, afetivos e psicomotores, ou seja, buscando garantir a formação integral do aluno" (BRASIL 1998: 23).
A prática da Educação Física sob a influência da Psicomotricidade lança o profissional da disciplina à possuir responsabilidades pedagógicas, valoriza o processo de aprendizagem e não apenas o ato motor (BRASIL, 1998).
Damasceno (1997), lembra que Ramos (1979), justifica que a Educação Psicomotora é parte integrante da Educação Física, embora se oponha à Educação e Reeducação Física tradicional.


Reflexões conclusivas
Ao realizarmos o estudo bibliográfico que abordava o tema, nos deparamos com autores que possuíam posições diversas. Alguns acham que as abordagens são possíveis de integração, outros afirmam ser isto uma modalidade de estudo jamais realizável.
Assim como na Verona medieval, onde se passa a história de Romeu e Julieta, quando alguns indicavam que o casal poderia constituir uma relação, mas ao mesmo tempo, os mais conservadores, ditavam a incoerência desta união.
Defendemos a posição que podemos utilizar a Psicomotricidade na aula de Educação Física, assim como podemos recorrer a práticas da Educação Física nas sessões de Psicomotricidade.
Da mesma forma, se as famílias de Romeu e Julieta tivessem deixado o ódio de lado, chegariam a conclusão de que poderiam, com a junção do casal, se completarem, aumentar suas riquezas, utilizando inclusive, recursos uma da outra.
Entendemos que a Psicomotricidade e a Educação Física não são incompatíveis, podem ser integradas e que ao invés de serem inimigas podem ser instrumentos auxiliares. Percebemos que não se faz impossível a junção de uma metodologia com a outra, pois ambas podem se auxiliar e se completar.
Outra vez nos reportamos ao romance entre Romeu e Julieta, da mesma forma que as abordagens citadas, os dois não são incompatíveis somente por suas origens familiares (Seriam os Montecchios corporais? Seriam os Capuletos intelectuais?). O casal se completa em seu objetivo: o amor (as abordagens referidas também podem se completar em seu objetivo: promover a junção entre o movimento e o pensamento). Por fim, ao invés de inimigos, Montecchios e Capuletos poderiam se auxiliar e juntos teriam encontrado respostas para suas perguntas, assim como a Psicomotricidade e a Educação Física.
É necessário aos profissionais o rompimento do antigo paradigma, que inflexibiliza a integração entre as duas metodologias. Assim como Romeu e Julieta, devemos transpor a barreira da discórdia e da incompreensão.
Reproduzimos um diálogo entre Romeu e Julieta, quando se conhecem no Jardim dos Capuletos, para ilustrar que, da mesma forma como ambos integraram-se também é possível uma união entre a Psicomotricidade e a Educação Física no que se refere a utilização durante as aulas:
ROMEU - Que luz reluz através daquela janela? É o Oriente e Julieta é o sol!... É minha dama! É o meu amor!
JULIETA - Ai de mim!
ROMEU - Fala anjo luminoso!
JULIETA - Que homem és tu, que surpreende de tal modo meus segredos?
ROMEU - Meu nome, adorada, é odiado por mim mesmo porque é teu inimigo...
JULIETA -Não és Romeu? Não és um Montecchio?
ROMEU - Nem um nem outro, formosa donzela, se os dois te desagradam.
JULIETA - Como chegaste até aqui, dize-me e por quê?
ROMEU - Com as asas do amor, transpus estes muros, porque os limites de pedra não servem de empecilho para o amor. E o que o amor pode fazer, o amor ousa tentar. Assim teus parentes não me são obstáculos.
JULIETA - Se te virem, matar-te-ão...
JULIETA - Ó Romeu, Romeu! Por que és Romeu? Renega teu pai e recusa teu nome; ou, se não desejares, jura-me somente que me amas e não mais serei um Capuleto.
ROMEU - Continuarei a ouvi-la ou vou falar-lhe agora?
JULIETA - Somente teu nome é meu inimigo. Tu és o mesmo sejas ou não um Montecchio...
ROMEU - Tomo-te a palavra. Chama-me apenas de amor e serei de novo batizado. Daqui para diante, jamais serei Romeu.

SHAKESPEARE (2002: 53)
Como no diálogo acima, devemos como profissionais, não lutarmos pela afirmação da Psicomotricidade ou da Educação Física. Podemos, ao invés de sermos inimigos (na defesa de sua metodologia) sermos um só, reconhecer o potencial da outra abordagem e não nos acomodarmos na sua predileta. Igualmente à fala de Romeu, precisamos transpor as barreiras e ousar tentar. Assim preconceitos não serão obstáculos. Também relacionado à fala de Julieta; quando afirma que Romeu continua sendo o seu amor, mesmo sendo um Montecchio, a educação, independente de ser psicomotora, física ou até mesmo psicomotora/ física, sempre será Educação Corporal!
Existe um ditado popular que diz: "os opostos se atraem". É assim que tentamos encerrar este artigo, tentamos, pois parece ser uma discussão inacabada. Educação Física e Psicomotricidade podem parecer opostos, assim como Romeu e Julieta, mas, nos parece que há uma paquera entre estas abordagens. Mas, ao contrário da obra de Willian Shakespeare, torceremos para que esta integração não tenha um final infeliz!


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Secretaria de Ensino Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Educação Física. Brasília: MEC/ SEF, 1998
DAMASCENO, L.G. Natação, psicomotricidade e desenvolvimento. Campinas, SP: Autores associados, 1997.
KURY, A.G. Dicionário da língua portuguesa. São Paulo: FTD, 2001.
LE BOULCH, J. O Desenvolvimento Psicomotor: do nascimento aos 6 anos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1982.
OLIVEIRA, G.C. Psicomotricidade: educação e reeducação num enfoque psicopedagógico. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997.
SHAKESPEARE, W. Romeu e Julieta. Texto integral. Tradução de Jean Melville. Coleção obra-prima de cada autor. São Paulo: Martin Claret, 2002
SOUZA, D.C. Psicomotricidade: integração pais, criança e escola. Fortaleza: Editora Livro Técnico, 2004.


Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!
Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.Amigo é a base quando falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Oração do Professor


"Obrigado, Senhor, por atribuir-me a missão de ensinar e por fazer de mim uma professora no mundo da educação.

Eu te agradeço pelo compromisso de formar tantas pessoas e te ofereço todos os meus dons.

São grandes os desafios de cada dia, mas é gratificante ver os objetivos alcançados, na raça de servir, colaborar e ampliar os horizontes do conhecimento.

Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também o sofrimento que me fez crescer e evoluir.

Quero renovar cada dia a coragem de sempre recomeçar.

Senhor!

Inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador para melhor poder servir.

Abençoa todos os que se empenham neste trabalho iluminando-lhes o caminho.

Obrigado, meu Deus, pelo dom da vida e por fazer de mim uma educadora consciente, comprometida hoje e sempre. Amém!"