A
ANÁLISE FUNCIONAL E O TEA
O
comportamento compõe o rol de características observadas do TEA. Ele é definido
por qualquer coisa que uma pessoa diz ou faz. Como por exemplo, caminhar, falar
em voz alta, atirar uma bola, gritar com alguém — todos esses são
comportamentos públicos ou manifestos (visíveis) que poderiam ser observados e
registrados por qualquer indivíduo, além daquele que está executando o
comportamento (MARTIN; PEAR, 2009).
Em
um sujeito diagnosticado com autismo essas características comportamentais
também estão presentes. A análise funcional tem como princípio a relação entre
variáveis dependentes e independentes.
Desse
modo, essa abordagem enfatiza a importância da relação de contingência entre
uma variável e outra, estabelecendo a dependência entre os eventos que
antecedem o comportamento.
Ou
seja, o próprio comportamento e as consequências do mesmo.
Em
outras palavras, na análise funcional, buscamos compreender e identificar as
variáveis existentes que estão controlando o comportamento, baseando-se no
estudo da relação entre variáveis dependentes e independentes, além de
enfatizar a importância da relação de contingência que deve existir entre uma
variável e outra (COSTA; MARINHO, 2002; MEYER, 1997; STURMEY, 1996).
Consequentemente,
a avaliação comportamental envolve a coleta e a análise: identificar e
descrever comportamentos-alvo; identificar possíveis causas do comportamento (o
que move e motiva o comportamento e quais são os disparadores que antecedem o
mesmo); orientar a seleção de um tratamento comportamental adequado e avaliar o
resultado do tratamento interventivo.
E,
esta avaliação é feita para entendermos se houve melhora ou não no quadro, caso
a tentativa tenha falhado é necessário mudar o tratamento e avaliar novamente.
Essa análise funcional é realizada a partir da observação de comportamentos
inadequados e restritivos feita em tanto em sujeitos de desenvolvimento típico
quanto atípicos.
A
partir disso, é feita a análise funcional.
Sendo
assim, a análise funcional consiste em identificar os antecedentes e as
consequências de um comportamento.
Entende-se
a queixa de um determinado comportamento, esse é o comportamento central, então
temos o antecedente (aquilo que antecede o comportamento) e a consequência
(qual ação realizada que tem como consequência deste comportamento). Em outras
palavras, o antecedente é o evento de configuração; o comportamento é a
resposta dada ao antecedente e consequência é a ação ou resposta ao
comportamento apresentado.
Contextualizando,
por exemplo, temos o caso de uma criança que pede para brincar no parque.
A
professora diz NÃO (antecedente), a criança joga as coisas no chão
(comportamento), então a professora leva-o ao parque (resposta). Assim, o
comportamento da criança gera uma resposta na professora, na qual, a resposta
negativa transforma-se no objetivo da criança.
Entendemos
na análise funcional o que vem antes e depois desse comportamento.
Portanto,
analisamos o comportamento para: verificar o repertório pré-existente; entender
os diferentes comportamentos apresentados, verificar a possibilidade de
modificá-los; traçamos um plano para extingui-lo, se necessário, e inserimos
novos comportamentos e habilidades que devem ser consideradas adequadas para
este sujeito. Lembre-se que toda análise realizada deve ser feita por meio de
registro, mesmo que seja observacional.
Entende-se
o repertório desse sujeito, vale lembrar que também é preciso registrar.
A
modificação do comportamento inclui todas as aplicações explícitas dos
princípios do comportamento para melhorar comportamentos públicos e privados
dos indivíduos (seja no setor familiar, social, escolar e em diferentes
contextos) - estando ou não no ambiente de clínica e tendo ou não demonstrado
explicitamente o controle de variáveis.
Dessa
forma, a análise comportamental auxilia no processo de desenvolvimento do
sujeito com autismo.

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