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27 de ago. de 2022

 

Protocolos de avaliação

Para contextualizar, a identificação precoce do transtorno do espectro autista (TEA) está estreitamente relacionada a intervenções mais eficazes (Green et al., 2015; Pierce et al., 2011; Valicenti-McDermott, Hottinger, Seijo, & Shulman, 2012).

Para tanto, necessita-se da avaliação de repertório, nas mais diferentes áreas do desenvolvimento humano, sendo no comportamento, na comunicação, no motor, no sistema cognitivo e entre outros.

Em relação a avaliação comportamental, entende-se que ela envolve a coleta e a análise de informações e dados, a fim de identificar e descrever o comportamento-alvo, além de identificar possíveis causas para o comportamento, selecionar estratégias de tratamento adequadas para modificar o comportamento e avaliar os resultados desse tratamento.

O objetivo da avaliação comportamental consiste em identificar déficits ou excessos, identificar causas de problema de comportamentos atuais, fornecer informações que possam ajudar no planejamento de intervenções e avaliar os efeitos das intervenções, dessa forma, concluiremos se a intervenção em relação a instauração de comportamento foi efetiva ou não.

E, caso não tenha dado certo é necessário refazer esse plano interventivo. Marques e Bosa (2015) dissertam que o chamado “Protocolo de Avaliação para Crianças com Suspeita de Transtornos do Espectro do Autismo” (PRO-TEA) foi idealizado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Transtornos do Desenvolvimento (NIEPED/UFRGS), no ano de 1998 e, posteriormente, aprimorado em 2007. Segundo os autores, esse protocolo é resultante da sistematização da observação clínica em avaliações e reavaliações de crianças com suspeita de TEA, quando não se tem instrumentos internacionais validados para essa análise.

De acordo com Marques e Bosa (2015), o PRO-TEA é utilizado por diferentes especialistas, como psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, há muitos anos, em várias regiões do Brasil, apontando para a urgência no exame de suas propriedades psicométricas, para operacionalizar o diagnóstico do autimos com base no DSM-V.

"O instrumento é de rápida aplicação por meio de observação direta da criança em interação com um adulto (pais e/ou profissional) e requer um conjunto de brinquedos de baixo custo e fácil reposição.

Os itens do protocolo contemplam a tríade de comprometimentos, levando em consideração a frequência, intensidade e peculiaridade dos sintomas, assim como registros qualitativos, a partir de resultados de pesquisas na área.

Contudo, havia uma necessidade de refinamento deste instrumento, tanto em termos de readequação de itens que se mostravam ambíguos quanto de busca de evidências de validade, examinando-se em que medida seus itens identificavam peculiaridades dos comportamentos do espectro, que distinguiriam estas crianças de outros grupos" (e.g.: atraso de desenvolvimento) (MARQUES; BOSA, 2015, p. 44).

 Existem diferentes etapas contidas na avaliação comportamental.

A primeira etapa é a avaliação de triagem, entenderemos qual é o problema que leva o sujeito a procurar ajuda. Ele precisa descrever o que geralmente faz ou diz quando enfrenta algum problema, há quanto tempo vem ocorrendo o problema (entender a temporalidade ou frequência), se ele consegue dizer o que desencadeia o problema (intensidade) e o que 4 costuma acontecer imediatamente após o problema (disparador).

 A segunda etapa consiste na própria avaliação comportamental, na qual temos diferentes instrumentos especializados utilizados, além da aplicação de protocolos. O Verbal Behavior Milestones Assessment and Placement Program – VB - MAPP, é o instrumento avaliativo para o comportamento do sujeito que possui alguns elementos de observação.

Por meio dele entendemos qual é o repertório comportamental e o que ele sabe e sua avaliação é baseada em marcos, isso significa que, ela analisa como o paciente está, levando em consideração o desenvolvimento típico do paciente.

O VB-MAPP funciona em três níveis. São eles:

Nível 1: 0 a 18 meses

Nível 2: 18 a 30 meses

Nível 3: 30 a 48 meses

Dentro de cada divisão, existem diferentes habilidades, tais como o Mando, o Tato, a imitação motora,as habilidades de grupo e pré-acadêmicas. Além disso, são avaliadas 24 possíveis barreiras para o aprendizado, como comportamento hiperativo e baixo contato visual, por exemplo.

Por fim, a terceira etapa equivale a análise da avaliação, na qual, é partilhado um feedback para o paciente, é feita aplicação de novos testes (se necessário), e uma proposta interventiva é feita para esses comportamentos apresentados ou essas habilidades faltantes.

 Comportamento Verbal: Autoclíticos

Introdução O Comportamento Verbal, estudado central de Skinner (1957), se trata de um conjunto de comportamentos que descrevem e especificam diferentes características do processo de comunicação humana, traçando a complexidade das diferentes habilidades, dentre elas, o último e mais complexo grupo, que é chamado de Autoclíticos.

Eles são unidades especiais de comportamento verbal que modificam a função dos operantes verbais, atuando como "peças de palavras" que se unem às respostas verbais para alterar seu significado ou função, sendo divididos em descritivo, qualificador, quantificador, relacional e manipulativo.

 Barros (2003, p. 79) destaca que "o comportamento auticlítico são respostas verbais, vocais ou motoras, controladas pelo próprio comportamento verbal (antecedente, simultâneo ou concorrente) do emitente e as quais articulam, organizam ou modificam as respostas verbais que as controlam.

A ocorrência de comportamentos autoclíticos, pois, depende da ocorrência de outros comportamentos verbais do próprio emitente sobre os quais os autoclíticos atuarão". A maior complexidade na compreensão do Comportamento Verbal é entender que tais comportamentos ocorrem majoritariamente em conjunto e não de maneira isolada, o que dá margem para equívocos com relação às nomenclaturas utilizadas para definir cada um dos aspectos que envolvem a linguagem.

Tipos de autoclíticos Os autoclíticos descritivos são aqueles que descrevem eventos, itens e situações, utilizando diferentes características e formas de construção de sentenças, tais como:

"Eu vejo uma casa",

"Eu acredito que vá chover"

"Isto é uma coisa que eu não faria", entre outras sentenças.

Já os operadores autoclíticos quantificadores são aqueles que indicam a quantidade em um comportamento verbal, como "me dê um pastel" "eu quero alguns biscoitos", "eu aceito água, mas só um pouco".

Em contrapartida, os autoclíticos qualificadores indicam a intensidade, a força de um comportamento por meio de uma resposta verbal, como: "Eu estou muito triste" "Isto é um pouco constrangedor".

O que pode ser confundido com o Autoclítico Quantificador, porém nas situações citadas anteriormente não estão sendo referidos questões quantitativas e sim a intensidade de uma ação e/ou emoção. Autoclíticos Relacionais envolvem gramática e sintaxe, assim como sufixos indicadores de plural, relações de posse, conjunções, preposições, concordância de número e de gênero, pontuação, entonação, entre outras. Eles são cruciais na linguagem humana, permitindo que as pessoas expressem uma ampla gama de significados e nuances.

        Além disso, são bons mecanismos para demonstrar como as palavras e as respostas verbais são influenciadas pelo contexto e pelas consequências, refletindo a complexidade da linguagem como um comportamento operante sofisticado. 4 Portanto, os autoclíticos desempenham um papel essencial na análise do comportamento verbal, pois mostram como elementos linguísticos especiais podem modificar e enriquecer a comunicação humana, ilustrando como a linguagem é mais do que apenas palavras, é um sistema complexo de comportamento que se adapta e se transforma para transmitir uma ampla gama de significados e intenções

  

Comportamento Verbal:

Operantes verbais primários temáticos - Tato, Mando e Intraverbal

Introdução O Comportamento Verbal (Skinner, 1957) é dividido em grupos de comportamentos elencados pelo nível de complexidade envolvido.

O segundo grupo é chamado de Operantes Verbais Primários Temáticos e é constituído pelo Tato, Mando e Intraverbal, sendo que tais comportamentos servem como estrutura para aprendizagens ainda mais elaboradas, envolvendo a comunicação e interação social.

Apesar de existir conceitos específicos para cada comportamento, é importante ressaltar que estes podem se difundir, ou seja, um mesmo comportamento pode envolver mais de um Operante Verbal, o que chamamos de Controle Múltiplo.

Este grupo de Operantes não possui uma relação ponta a ponta como nos Operantes Verbais Primários Formais, mas ainda assim possuem relação com a tríplice contingência por meio da Análise Funcional do Comportamento, analisando o estímulo antecedente (o que antecede o comportamento alvo), a resposta emitida (o comportamento) mantida pela motivação da consequência oferecida (o que ocorre após o comportamento ser emitido). Compreendendo os Operantes Verbais Este operante consiste em nomear, identificar e/ou descrever itens por meio de uma resposta verbal vocal (falada), escrita, gestos (apontando) ou sinais (Libras), controlada por um estímulo antecedente não verbal (como um objeto), ou seja, a partir de um estímulo não verbal que pode ou não estar presente, o indivíduo emite o comportamento de descrever ou nomeá-lo.

Exemplo: ao observar uma casa, a criança diz “é uma casa”; ao lembrar de um cavalo, ela diz “estou pensando em um animal grande da fazenda” (descreveu o item). Este operante é ligado ao comportamento de solicitar itens ou se esquivar deles. Skinner (1957) observa que se trata de uma resposta verbal vocal ou motora controlada por um estímulo antecedente não verbal a partir da motivação em estados de privação ou situações aversivas, ou seja, para solicitarmos algo é necessário que estejamos privado do acesso deste, não faz sentido pedir por água se estamos com um copo de água na mão, mas assim como solicitamos o acesso a diferentes itens, solicitamos também que estes sejam retirados, como pedir para que alguém pare de falar sobre determinado assunto ou solicitar que a pessoa vá embora, por exemplo.

 Este é o operante mais complexo da categoria, sendo necessário primeiro desenvolver as habilidades anteriormente citadas para depois iniciar o ensino deste. Ele representa uma resposta verbal vocal, motora escrita controlada por um estímulo antecedente verbal vocal, visual e/ou escrito.

 É um comportamento formado por cadeias de comportamentos verbais, ou seja, uma série de comportamentos verbais em sequência, como realizar trocas com uma terceira pessoa a partir das sequências de falas em um diálogo, respondendo perguntas, completando frases, cantando músicas, completando sequências como quando a professora diz: “1, 2, 3” e os alunos continuam “4, 5, 6”.

Ainda dentro do aspecto intraverbal, temos os comportamentos formais e os informais, que consistem nas habilidades que são aprendidas naturalmente e aquelas que necessitam de uma estruturação ou que comumente são desenvolvidas em um ambiente estruturado, como aprender a sequência do alfabeto na escola (operante intraverbal formal) ou aprender a responder a idade quando alguém da família pergunta (operante intraverbal informal).

 

Comportamento Verbal:

Operantes verbais primários formais

– Ecoico, Ditado, Cópia, Textual

 

Introdução Skinner (1957) divide o Comportamento Verbal em grupos de comportamentos elencados pelo nível de complexidade envolvido.

O primeiro grupo é chamado de Operantes Verbais Primários Formais, sendo eles: Ecoico, Ditado, Cópia e Textual, uma vez que tais comportamentos são a base para a interação social, constituindo os pré-requisitos necessários para o desenvolvimento de aprendizagens mais complexas.

 As características deste grupo se definem pela forma de controle por meio do tríplice contingência, ou seja, por meio da relação entre o estímulo antecedente (o que antecede o comportamento alvo), a resposta emitida (o comportamento) e mantida pela motivação da consequência oferecida (o que ocorre após o comportamento ser emitido).

Como exemplo, imagine que ao sentir sede (estímulo antecedente), a criança diz “água” (o comportamento) e em seguida sua mãe traz a bebida (consequência), o que a motiva a dizer novamente “água” ao sentir sede.

Portanto, há uma correspondência clara entre a resposta e o estímulo, apesar de se diferenciarem na modalidade. Conhecendo os operantes verbais O Operante Verbal Ecoico, também chamado de comportamento de repetição vocal, é uma resposta verbal vocal (falada) controlada por um estímulo antecedente verbal auditivo, ou seja, a partir de um som ouvido, o indivíduo emite o comportamento de repetir o mesmo som. Exemplo: ao ouvir “lápis”, a criança diz “lápis”, ou seja, tanto a resposta/comportamento como o estímulo são vocais.

O Operante Verbal Ditado é uma resposta verbal motora escrita controlada por um estímulo antecedente verbal auditivo, ou seja, a partir de um som dito por alguém, o indivíduo emite o comportamento de representá-lo por meio de sinais gráficos, como as letras. Exemplo: ao ouvir “cavalo”, a criança escreve “CAVALO”.

Nesse contexto, a resposta/comportamento verbal é de escrever e o estímulo verbal é auditivo por meio da vocalização de uma outra pessoa. O Operante Verbal Cópia é uma resposta verbal motora escrita controlada por um estímulo antecedente verbal visual, ou seja, a partir da visualização de um estímulo, o indivíduo consegue representá-lo de forma gráfica, seja por meio de desenhos, letras, números, seguindo/copiando o modelo apresentado. Neste caso temos uma resposta verbal escrita e o estímulo é visual por meio de um modelo.

Por fim, o Operante Verbal Textual é uma resposta verbal vocal controlada por um estímulo antecedente verbal visual, ou seja, a partir de uma representação gráfica, seja letras, números ou outro símbolo, o indivíduo decodifica e nomeia/lê o que está sendo observado. Exemplo: ao observar a palavra “VACA” escrita, a criança nomeia “Vaca”.

Uma resposta verbal Vocal e o estímulo antecedente é visual. Segundo Gomes e Silveira (2016), para que um indivíduo desenvolva os Operantes Verbais de maneira satisfatória, é necessário que antes tenha adquirido habilidades prévias chamadas de pré-requisitos, sendo elas: Contato visual, Esperar, Imitação motora (Grossa 6 e Fina) e as habilidades Receptivas que são aquelas voltadas para o vocabulário, pois é ele que traz sentido ao que é falado, escrito e lido nos diferentes Operantes Verbais.

Como procedimento para o desenvolvimento de tais habilidades, destaca-se a necessidade de garantir a motivação do aprendiz, pois segundo Skinner (1957) um comportamento Operante, ou seja, o comportamento aprendido, só se mantém se este for reforçado, se houver uma consequência que motive o indivíduo a manter o comportamento emitido.

Deve-se também realizar uma avaliação para analisar se houve o desenvolvimento dos pré-requisitos e desenvolvê-los à medida que for necessário, oferecendo oportunidades claras e objetivas do comportamento esperado, diminuindo gradativamente a ajuda oferecida para que o aprendiz desempenhe o comportamento esperado, enriquecendo e sistematizando as habilidades já adquiridas para posteriormente inserir novos repertórios.

25 de ago. de 2022

 

O comportamento verbal

 

O imbróglio entre Skinner e Chomsky Em 1957, B. F. Skinner publicou o livro Verbal Behavior, que em tradução livre significa Comportamento Verbal, que recebeu inúmeras críticas por ter sido um grande divisor de águas para a compreensão sobre a comunicação humana como um processo restrito apenas à vocalização de palavras.

Um dos estudiosos mais críticos dessa perspectiva foi Noam Chomsky, reconhecido linguista precursor do Gerativismo, responsável por gerar um

a influência política considerável capaz de provocar o “adormecimento” do livro por anos. Bandini e Rose (2010, p. 21-22) destacam que "embora a abordagem de Chomsky seja linguística, seu impacto na Psicologia Cognitiva foi tanto que muitos a tomaram como sinal do fim da abordagem behaviorista do comportamento verbal.

Um de seus argumentos basilares foi o de que Skinner não conseguiria tratar da geratividade verbal. Esta seria uma falha irremediável, visto que, para Chomsky, a própria diferenciação entre os seres humanos e os demais animais ou máquinas residiria na possibilidade de produção gerativa da linguagem humana".

Alguns estudiosos afirmam que as críticas de Chomsky eram, na verdade, opiniões pessoais sem embasamento científico, o que fez com que o livro de Skinner fosse novamente ganhando forças, causando grande impacto ao ser adotado como uma metodologia de Programa de Estudos, visto que apesar de seu vasto conhecimento acerca do tema, visto a sua formação em Letras e doutorado na área, uma vez voltado para a Psicologia, não aplicou os estudos de maneira estatística.

Apesar disto, mediante os dados trazidos por meio da aplicação das ferramentas expostas em sua extensa e complexa obra, é possível reunir evidências consideráveis que comprovam a maneira como a comunicação é desenvolvida na sociedade humana.

O que é comportamento verbal Segundo Skinner, o Comportamento Verbal se trata de um comportamento Operante, ou seja, um comportamento aprendido e não algo inato que não requer interação com o meio para que seja desenvolvido.

Logo, ele é todo comportamento que envolve a interação de um indivíduo com uma terceira pessoa, cujo fruto deste processo interativo resulta em um reforço, algo que motive o indivíduo a se comportar novamente do mesmo modo, ainda que em outras situações. Skinner (1978, p. 46) explica que "qualquer operante, verbal ou de outro tipo, adquire força e continua a ser mantido quando as respostas costumam ser seguidas por um acontecimento chamado “reforço”.o processo de "condicionamento operante" é mais evidente quando o comportamento verbal é adquirido inicialmente.

Os pais constroem um repertório de respostas na criança reforçando muitos casos particulares de uma resposta". Tomemos como exemplo uma situação onde alguém diz “Água” e em seguida recebe um copo de água, porém, se um brasileiro solicita “água” no Japão, provavelmente este comportamento não será reforçado/motivado, pois não compreenderão do que se trata, ou seja, este não seria um Comportamento Verbal.

A grande sacada do autor está em afirmar que esta relação não é restrita apenas a falar palavras e sons, mas toda e qualquer forma de se fazer compreendido aprendida de forma cultural, como escrever em um pedaço de papel a palavra “água” para que busquem-na ou fazer o sinal de “água” em Libras para que tragam o líquido.

Pensando nisto, Skinner dividiu tal comportamento em Operantes Verbais, envolvendo: Ecoico, Ditado, Cópia, Textual, Tato, Mando, Intraverbal e Autoclítico, que possuem diferentes características na forma de se expressar.

Por fim, é importante compreender que de acordo com estes estudos, para considerarmos um indivíduo como "Não Verbal", é necessário que seja observado a ocorrência de prejuízos que impactam sua funcionalidade tanto na comunicação como na expressão.

A distinção destes dois conceitos é determinante para compreender que uma pessoa pode não conseguir pronunciar “água”, seja por impedimentos físicos, neurológicos ou de outras origens, mas talvez seja capaz de entregar um copo de água ao ouvir “água”, demonstrando possuir um bom repertório de ouvinte, ou seja, de compreensão.

Dito isto, a Ecolalia (repetições constantes sem intenção de se comunicar) não é considerada um Operante Verbal, pois apesar de envolver a vocalização de palavras, o indivíduo não se comporta com a intenção de acessar o item nomeado, se trata da pronúncia de palavras, frases e sons descontextualizados.

 


Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!
Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.Amigo é a base quando falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Oração do Professor


"Obrigado, Senhor, por atribuir-me a missão de ensinar e por fazer de mim uma professora no mundo da educação.

Eu te agradeço pelo compromisso de formar tantas pessoas e te ofereço todos os meus dons.

São grandes os desafios de cada dia, mas é gratificante ver os objetivos alcançados, na raça de servir, colaborar e ampliar os horizontes do conhecimento.

Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também o sofrimento que me fez crescer e evoluir.

Quero renovar cada dia a coragem de sempre recomeçar.

Senhor!

Inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador para melhor poder servir.

Abençoa todos os que se empenham neste trabalho iluminando-lhes o caminho.

Obrigado, meu Deus, pelo dom da vida e por fazer de mim uma educadora consciente, comprometida hoje e sempre. Amém!"