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12 de nov. de 2015

Como saber se seu filho é disléxico

Como saber se seu filho é disléxico ?

ENTENDA COMO DIAGNOSTICAR A DISLEXIA

Para entender como diagnosticar a dislexia, é importante saber que ela não é uma doença, senão um distúrbio genético e neurobiológico que independe da preguiça, falta de atenção ou má alfabetização. É claro que os sintomas da dislexia variam de acordo com os diferentes graus do transtorno, mas a pessoa tem dificuldade para decodificar as letras do alfabeto e tudo o que é relacionado à leitura.  O disléxico não consegue associar o símbolo gráfico e as letras ao som que eles representam. Podem confundir direita com esquerda, no sentido espacial, ou escrever de forma invertida, ao invés de “vovó”, “ovóv”, “topa” por “pato”. A dislexia também gera a omissão de sílabas ou letras como “transorno” para “transtorno”, até mesmo a confusão de palavras com grafia similar, por exemplo, n-u, w-m, a-e, p-q, p-b, b-d… Ter a necessidade de seguir a linha do texto com os dedos é outro sintoma de dislexia. O indivíduo sofre com a pobreza de vocabulário, escassez de conhecimento prévio, confusão com relação às tarefas escolares, podendo resultar num atraso escolar.
Ter dislexia não é o fim do mundo, o disléxico não é deficiente. Fique tranquilo! Ele pode ser uma pessoa saudável e inteligente, porém com dificuldade acima do comum em aprender a ler. Geralmente, o disléxico possui um QI normal ou até mesmo acima do normal. É de extrema importância descartar a ocorrência de deficiências visuais e auditivas, déficit de atenção e problemas emocionais que possam dificultar o aprendizado, só assim os sintomas já citados poderão ser sinais de dislexia.
Ainda nessa matéria daremos dicas de como você pode identificar a dislexia.
Quanto antes descobrir a dislexia, melhor para evitar rótulos depreciativos ao portador, dificuldades com os colegas na escola, constrangimento no local de trabalho, problemas de relacionamento seja com amigos, parceiros ou familiares. Afinal, quantas vezes algum disléxico, por não saber a origem de seu problema, não soube argumentar contra críticas, ridicularizarão, zombaria onde trabalha ou estuda? Quantas vezes você, mãe, pai, já não se preocupou com as dificuldades de seu filho?
Caso você procure uma equipe interdisciplinar para realizar o diagnóstico inicial de sua questão, entre em contato com o Centro Psicopedagógico Apoio. Nós atuamos com excelência na prevenção das dificuldades de aprendizagem, a partir de um enfoque transdisciplinar. Realizamos atendimento psicológico, psicopedagógico, psicanalítico e fonoaudiológico.
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Dicas : Como Identificar a dislexia.
Alguns sinais que podem diagnosticar a dislexia:
– incompreensão na leitura ultrapassa a fase de alfabetização;
– a leitura é silabada;
– faz adivinhações, por exemplo, entende a palavra “famoso” como “família”. (esta última é mais frequente);
– troca, omite ou inverte as letras durante a leitura;
– substituição: “todos” por “totos”;
– omissão: “Chuva forte” por “chuva fote”;
– acréscimo de letras ou sílabas: “Estranho” por “estrainho”;
-separação: “Está embaixo da cama” por “Está em baixo da cama”ou “Caiu uma chuva” por “caiu um a chuva”;
-junção: “A lua está entre as nuvens” por “Alua está entreas nuvens”.

9 de out. de 2015

Transtorno de Déficit de Atenção Hiperatividade.



Escala de avaliação do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade.

E TDAH-A D Versão adolescentes e adultos.
Escala de avaliação do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade.

Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade, reconhecido como TDAH é um transtorno mental crônico que começa cedo (na infância), apresenta um curso de desenvolvimento e um quadro de sintomascaracterísticos ao longo da vida. Estudos longitudinais demonstraram que o TDAH persiste na vida adulta em torno de 60% a 70% dos casos (Barkley,2002) e a sua prevalência na vida adulta varia de 2 a 4% na mesma proporção entre homens e mulheres (Biederman e cols, 1994; Barkley e Murphy, 2008; Angold e Costello, 1998). A etiologia descrita na literatura alega que o TDAH pode ocorrer como resultado de bases multifatoriais, como os fatores genéticos, biológicos e neuropsicológicos, mas a predisposição genética para a manifestação do transtorno é acima de 50% (Barbosa, 1995). 
O impacto promovido pelo quadro de TDAH envolve prejuízos familiares, como estresse familiar, maiores conflitos no casamento e com os filhos, prejuízo nas relações interpessoais, atividades antissociais, problemas legais, risco para acidentes de trânsito e multas por excesso de velocidade; sucesso educacional limitado, prejuízos no emprego, dificuldades financeiras, sexo arriscado, gravidez indesejada e doenças sexualmente transmissíveis, bem como uso excessivo de cigarro, café e drogas (Barkley, 2011a; Mattos, 2003a).  

Barkley (1997) propôs uma teoria unificadora para explicar as disfunções observadas no TDAH. Barkley (2011b) relata que há uma combinação de três categorias interrelacionadas: baixa inibição, baixo autocontrole e problemas com as funções executivas. A baixa inibição conduz a um baixo autocontrole e à problemas com as funções executivas, as quais  ajudam a pessoa a decidir, exatamente, o que fazer quando se exerce o autocontrole. 
As funções executivas são as ações direcionadas que usamos para nos controlar, como inibição, memória de trabalho, controle emocional, planejamento e atenção. Quando inibimos o impulso de agir, recorremos a estas habilidades durante esta pausa. Para a utilização destas habilidades é necessário vontade e esforço, o que não é fácil, nem menos automático Barkley (2011c).  O sistema de autorregulação é a integração bem sucedida entre o aspecto cognitivo (pensamento) e o aspecto emocional (sentimento).
O tratamento do TDAH requer uma abrangente avaliação comportamental, psicológica, educacional e médica, seguida da educação do indivíduo ou dos familiares. O tratamento deve ser multidisciplinar e requer a assistência de profissionais de saúde mental, educadores e médicos em vários momentos de seu curso para ajudar a pessoa com TDAH no manejo contínuo do seu transtorno. Assim, muitos portadores poderão ter uma vida satisfatória, sentindo-se razoavelmente ajustados e produtivos (Barkley & Murphy, 2008).       Embora o diagnóstico de TDAH em adultos ainda seja motivo de embates, considera- se que ele possa ser realizado de modo confiável quando são utilizados critérios bem definidos, tais como o uso de escalas de avaliação que apresentem estudos de validade e precisão (Barkley, 2011b; Triolo & Murphy, 1996). 
A Escala de TDAH – Versão Adolescentes e Adultos (ETDAH–AD, Benczik, 2013) desenvolvida para a população brasileira, por meio de estudos estatísticos, demonstrou excelente nível de precisão e de fidedignidade, conta com 69 itens e avalia cinco fatores:1) Desatenção, 2) Impulsividade, 3) Aspectos Emocionais, 4) Autorregulação da Atenção, da Motivação e da Ação e 5) Hiperatividade. 

O fator 1
- Desatenção avalia alguns subdomínios de funções executivas, tais como permanecer alerta para engajar-se e cumprir com as exigências de uma situação, atenção concentrada, atenção seletiva, persistência do esforço e da motivação, principalmente em projetos de longo prazo. Habilidade para antecipar e prever eventos futuros, de reter na mente informações importantes das quais necessitamos para guiar as nossas ações, não se esquecendo do objetivo inicial, memória de trabalho, memória prospectiva, ritmo de trabalho, capacidade de organização, de assumir responsabilidades. 

O Fator 2 
Impulsividade avalia a capacidade de inibição do impulso, autocontrole, habilidades sociais, interações familiares e pessoais, adaptação nos contextos sociais e no seguimento de regras e normas institucionais.             

O Fator 3 
Aspectos emocionais avalia humor, sensação de fracasso, relacionamento interpessoal, isolamento e inflexibilidade diante de mudanças. 

O fator 4 
Autorregulação da atenção, da motivação e da ação avalia a regulação do comportamento para estabelecer prioridades e objetivos, considerando-se a atenção, motivação e a vontade, habilidade de planejamento e organização, a fim de atingir um objetivo, utilizando de estratégias eficazes, modificando-as com a flexibilidade mental necessária na busca de resolução de situações problema. É a Autorregulação do impulso, da motivação, da intensidade e do ritmo da ação mesmo na presença de possíveis obstáculos. 

O Fator 5 
Hiperatividade - avalia o nível de inquietação,  agitação comportamental,  ritmo acelerado que pode comprometer a qualidade do trabalho, nível de distração e instabilidade comportamental, como acidentar-se com facilidade (cair, tropeçar, esbarrar em móveis), qualidade do sono e memória prospectiva. 



A ETDAH-AD veio cobrir uma lacuna na área, é um instrumento validado e padronizado para a população brasileira, subsidia a prática profissional e auxilia na captação de informações relevantes para o diagnóstico de forma breve, rápida e prática. Pode ser utilizada por pesquisadores, psicólogos, neuropsicólogos, psicopedagogos, médicos e profissionais de saúde mental em geral.  


Por fim, a ETDAH-AD torna-se um recurso valioso no auxílio da quantificação dos relatos de portadores de TDAH, que por muitas vezes são nebulosos, proporcionando ao profissional a possibilidade de transformar uma informação de caráter subjetivo em uma forma mais objetiva (Triolo & Murphy, 1996), como também na elaboração de um plano de intervenção e como entrevis de follow-up destinado ao tratamento do adolescente e adulto com TDAH.   



Referência   
- Angold, A., Costelo, E.J. (1998). Three Month prevalence rates for ADHD in the Great  Smoky Mountains Epidemiologic Survey. Personal Communication.  (Barbosa, 1995);
Barkley, R.A (2011a). Scale of Attention Deficit Hiperactivity Disorder (BAARS-IV). New York. Guilford Press;
- Barkley, R.A (2011b). Scale of Disfuction Executive (BDEFS). New York. Guilford Press;
Barkley, R.A (2011c). Executive Functioning and Self Regulation in Adults with ADHD: Nature, Assessment and Treatment. Orlando, FL. CHADD;
Barkley, R.A (2002). Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade – Guia Completo para pais, professores e profissionais da saúde. Ed Artmed. RGS. 327 p.;
- Barkley, R. A. (1997). ADHD and the nature of self-controlNew York, NY: The Guilford Press;
Barkley, R.A., Murphy, K.R (2008). Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade.Artmed. p. 182;
Barbosa, G.A (1995). Transtornos Hipercinéticos. Infanto-Revista Neuropsiquiátrico da Infância e Adolescência. 3, 2-6;
Benczik, E.B.P (2013). Escala do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade – Versão Adolescentes e Adultos. Editora Vetor. São Paulo;
- Biederman, J., Faraone , S.V., Spencer, T., Wilens, T, Mick. E., Lapey, K.A. (1994). Gender differences in a sample of adults with attention deficit disorder. Psychiatric Research, 53, 13-29;
Mattos, P., Saboya, E., Kaefer, H., Knijnik, M. P., & Soncini, N. (2003a). Neuropsicologia do TDAH. Em L. A. Rohde & P. Mattos (Orgs.), Princípios e práticas em TDAH (pp. 63-74). Porto Alegre: Artmed;
Triolo, S.J. & Murphy, K.R. (1996). Attention Déficit Scales for Adults – ADSA. New York:Brunner/Mazel Publishers;

6 de ago. de 2015

PANLEXIA-HISTÓRICO DO MÉTODO PANLEXIA

Panlexia é um Método de orientação diagnóstica e um Programa abrangente de assistência pedagógica ao indivíduo disléxico. É o resultado de longos anos de pesquisas e experiências, compartilhadas por diferentes fontes de informação. E se torna interessante perceber, que muitas dessas influências vieram do trabalho cooperativo de profissionais ligados a domínios nos quais crianças disléxicas eram observadas e assistidas.
Dentre as primeiras influências que alicerçaram a construção progressiva do Método PANLEXIA, destaca-se o trabalho de um professor de lingüística, Leonard BLOOMFIELD, cujo filho era disléxico. Ele formulou o conceito que “Seria melhor ensinar leitura a estudantes disléxicos, através da introdução de elementos consistentes do idioma escrito primeiramente e, só então, depois de estabelecidas essas conexões, ir acrescentando, paulatinamente, os padrões menos comuns de soletração”.
Ele deu o nome de “ Lingüística Estruturada ” a essa forma de abordagem pedagógica. E, desde então (1933), muitos pesquisadores famosos vêm investigando os inúmeros aspectos da Dislexia, e diferentes programas remediativos de ensino a disléxicos têm sido publicados nos USA. Estão incluídos entre esses pesquisadores: BRYANT, MONEY, ORTON, MASLAND, GESCHWIND, GALABURDA.
Já na década de 1960, o Dr. Jesse GRIMES, Ph.D da Harvard University, foi convidado pelas Escolas Públicas Newton, em Newton, Massachusetts, USA, para investigar qual seria o melhor dentre os três métodos de iniciação à leitura, que eram, então, formas típicas de ensino utilizadas em programas de leitura:
fonético - visual/global - lingüístico estruturado
Essa pesquisa realizada pelo Dr. Grimes, incluiu 30 salas de aula, envolvendo 10 classes em cada uma das três abordagens típicas de leitura, e foi desenvolvida com a seguinte orientação prognóstica:
bons leitores - leitores em nível médio - pobres leitores
A avaliação do resultado dessa pesquisa deixou claro que a Leitura Lingüística Estruturada em Séries obteve os melhores resultados em todas as categorias.
Entretanto, desde que nessa abordagem lingüística foram incluídos métodos específicos de ensino desenvolvidos e supervisionados pelo Dr.Grimes, e não, tão somente, a técnica de leitura segmentada em séries, seus resultados foram ignorados àquela época. Em virtude disto, não ficou estabelecido o conceito de que o ensino da leitura em séries era melhor em si, e por si mesmo.
Porém, ficou evidenciado que os métodos de ensino de leitura, desenvolvidos pelo Dr. Grimes, constituíam-se na chave-mestra do grande sucesso do
Programa Estruturado em Leitura Lingüística .
O filho e o neto do Dr Grimes eram disléxicos, e ele desenvolveu esses métodos de ensino para ajudá-los no aprendizado da leitura. Ele havia sido treinado, inicialmente, em métodos baseados em técnicas Orton-Gillinghan de ensino para estudantes disléxicos, porém desenvolveu outras técnicas que ele comprovou serem essenciais para ensinar o disléxico a ler. Dentre tais técnicas, está incluído o treinamento para desenvolvimento da consciência fonológica, que somente nos últimos poucos anos têm sido reconhecido por pesquisadores famosos, como um componente-chave do sucesso alcançado no aprendizado de leitura e soletração. Essas técnicas pedagógicas com base em ensino terapêutico em lingüística altamente estruturada, em que está alicerçado o Método Panlexia, teve sua eficiência comprovada, mais uma vez, em recente e importante trabalho de pesquisa desenvolvido pela Dra. Sally Shaywitz e sua equipe da Yale University.
As Escolas Newton, em 1968, confiaram ao Dr. Grimes a responsabilidade de determinar e dirigir seu novo programa diferencial de ensino para alunos com Dificuldades de Aprendizado. Isto aconteceu antes da aprovação de Leis Estaduais e Federais requeridas para orientar programas como esse.
Pamela KVILEKVAL, que também foi estimulada ao estudo da Dislexia por ser mãe de um filho disléxico, como profissional ela teve o privilégio de fazer parte do primeiro grupo de educadores treinados, diretamente, pelo Dr. Grimes. E, depois de três meses engajada nesse trabalho dinâmico de ensino diferencial, ela se tornou sua Assistente, supervisionando, diretamente, os professores de educação especial. Transcorridos dois anos como Assistente do Dr. Grimes e Supervisora de seu curso de instrução terapêutica, assistindo a mais de 200 disléxicos durante o ano escolar e em programas especiais de verão, Pamela foi nomeada para dirigir o Programa de Dificuldades de Aprendizado das Escolas Públicas de Andover, em Andover, Massachusetts. Pamela foi indicada para esse cargo, pelo Departamento de Educação do Estado de Massachusetts, depois de terem sido analisadas as técnicas de ensino das Escolas Newton, e avaliado como “Muito favorável” o programa terapêutico que era, então, desenvolvido nessas escolas.
Em paralelo, o Dr. Grimes também capacitou seu grupo de educadores em técnicas de desenvolvimento e uso de materiais pedagógicos, como recurso coadjuvante essencialmente complementar em seu programa terapêutico. Mas, desprendido, ele nunca teve interesse em formalizar o registro escrito desse seu trabalho. Por isto, quando um manual de treinamento foi requerido para as escolas de Andover, o Dr. Grimes autorizou, orientou e confiou à Pamela a responsabilidade de escrever o MANUAL BÁSICO, com 70 páginas, para dar início ao treinamento de 15 membros do corpo docente das Escolas de Andover. Esses profissionais não recebiam essa instrução em escolas formais, mas compunham um grupo comprometido com esse ensino especializado, e muitos deles eram motivados por estarem diretamente envolvidos no ensino de crianças com dificuldades de aprendizado. Por isto, estavam determinados a desenvolver um eficiente programa pedagógico de assistência ao disléxico, em suas escolas. Àquela época, não havia nenhum programa de graduação universitária para formar esses especialistas, em Massachusetts.
Com o passar dos anos, o Programa de Treinamento com estrutura fundamentada nas características fonema x grafema do idioma inglês, desenvolvido por Pamela, evoluiu de 70 páginas para 700 páginas, distribuídas em seis volumes, com o título: “Um Programa para Dificuldades Específicas de Linguagem”. Programa abrangente que tem-se constituído em base para a formulação de muitos outros programas de treinamento de profissionais em Dificuldades de Aprendizado, em diferentes sistemas escolares.
Depois de 4 anos como Supervisora em programas de Dificuldades de Aprendizado e 10 anos como Administradora em Educação Especial, responsável por todos os programas de Educação Especial de Andover, sob Leis Estaduais e Nacionais, Pamela veio a tornar-se Consultora em Educação Especial na Itália. Como fôra Professora e Supervisora em escolas internacionais em Milão e Roma, nos primeiros anos de sua vida profissional, ela sempre desejou retornar a Roma. Por isto, desde 1986, Pamela é Consultora em escolas internacionais, e Supervisora de ensino diferencial para estudantes disléxicos.
Porque na Itália não existe, ainda, programas pedagógicos especializados em Dislexia, muitos médicos e psiquiatras italianos têm encaminhado disléxicos para serem assistidos pela equipe de Pamela. Por isto, ela se impôs o que se lhe constituiu num verdadeiro desafio: traduzir e construir seu programa de ensino, também dentro da base estrutural fonética do idioma italiano. Para isto e no início desse trabalho, ela teve a necessidade de estabelecer a estrutura lingüística do idioma italiano, o que foi mais simples de ser elaborado do ao desenvolver o Programa que ela criou em seu idioma-pátrio: o inglês. Isto porque, na língua italiana, as palavras são pronunciadas quase que da mesma forma como são escritas.
No início desse trabalho preciso e abrangente, Pamela desenvolveu listas de palavras para as lições de cada dia e, na evolução progressiva da composição de seu Método, essas listas de palavras e de exercícios de ditado passaram a ser agrupados em manuais. Então, o que ainda se tornava necessário ser feito, era a criação de histórias, que têm a essencialidade de adequar-se a cada uma das lições, seguindo características específicas da estrutura lingüística em que o Método esteja sendo aplicado.
Enquanto diversos livros de leitura, lingüisticamente estruturados, estavam sendo publicados para serem utilizados em programas em inglês, não existia nenhum livro em Italiano. Por isto, Nelly Melone, mãe de um dos estudantes disléxicos de Pamela, afirmou que poderia tentar criar essas histórias. E ela foi admiravelmente bem sucedida. E foi assim que “Le Storie di Zia Lara” foi publicada, ao mesmo tempo e como um encarte do “IL Método Panlexia”. E são esses livros que compõem o primeiro programa educacional terapêutico de assistência pedagógica ao disléxico, publicados na Itália. Enquanto muitos livros têm sido escritos sobre Dislexia na Itália, não havia nenhum programa com um Método de instrução pedagógica, como qualquer indicação orientada à criação e ao uso de materiais didáticos específicos, o que se constitui em técnica coadjuvante essencial em programas de ensino diferencial para o estudante disléxico.
Era assim até o ano de 1998.
Hoje, porém, a Itália está na segunda publicação do Programa IL MÉTODO PANLEXIA, que continua sendo o único programa publicado naquele país.Professores, psicólogos e terapeutas da fala têm sido treinados, através de toda a Itália, nos seguintes programas de Pamela Kvilekval:DISLEXIA - IDENTIFICAÇÃO PRECOCE DAS DIFICULDADES DE APRENDIZADO - DISCALCULIA - ORIENTAÇÃO PARA PAIS DE CRIANÇAS COM DIFICULDADES POR DEFICIÊNCIA DE ATENÇÃO.
Além do programa IL Método Panlexia de identificação de diferentes formas de dificuldades de aprendizado, dentre as quais a Dislexia tem prevalência, bem como referente a técnicas pedagógicas de ensino diferencial ao disléxico, Pamela desenvolveu uma versão Italiana do “Preschool Screening System”, de Peter e Marian Hainsworth. Trata-se de um programa de identificação precoce das diferentes formas de dificuldades de aprendizado, em crianças com idade entre 3 a 6 anos, publicado por ANICIA-2002.
Com permissão de seus autores, Pamela está estruturando uma versão desse programa para ser publicado também em língua portuguesa, a ser validado em escolas brasileiras.Nos últimos dois anos, Pamela foi eleita para o Consiglio Direttivo(Conselho Diretor) da Associazione Italiana Dislessia, que foi criada há sete anos. Ela é o único membro desse Conselho que não tem nacionalidade italiana, nessa organização nacional composta por membros que vivem em diversas cidades da Itália.A Associazione Italiana Dislessia requereu ao Congresso Nacional (Câmara dos Deputados), uma nova Lei que propõe apoio aos estudantes disléxicos daquele país.A Itália desperta para a realidade da Dislexia.O Brasil também começa a despertar!
Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!
Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.Amigo é a base quando falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Oração do Professor


"Obrigado, Senhor, por atribuir-me a missão de ensinar e por fazer de mim uma professora no mundo da educação.

Eu te agradeço pelo compromisso de formar tantas pessoas e te ofereço todos os meus dons.

São grandes os desafios de cada dia, mas é gratificante ver os objetivos alcançados, na raça de servir, colaborar e ampliar os horizontes do conhecimento.

Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também o sofrimento que me fez crescer e evoluir.

Quero renovar cada dia a coragem de sempre recomeçar.

Senhor!

Inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador para melhor poder servir.

Abençoa todos os que se empenham neste trabalho iluminando-lhes o caminho.

Obrigado, meu Deus, pelo dom da vida e por fazer de mim uma educadora consciente, comprometida hoje e sempre. Amém!"