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12 de abr. de 2022

 

A importância da família e o diagnóstico

            Considerando a família como parte indispensável no processo de desenvolvimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista, é necessário considerar a importância do bem-estar emocional destes.

O processo de diagnóstico envolve, em grande parte das vezes, uma quebra de expectativas de forte influência no comportamento dos responsáveis. Há um estudo realizado pela autora Elisabeth Kübler-Ross que divide o processo de diagnóstico dos filhos em cinco fases, as quais denominou como Fases do Luto.

ü  A primeira, chamada de Negação, se dá com o comportamento de esquiva da realidade, se negando a enxergar os sintomas e comportamentos apresentados, pois vão contra as expectativas geradas, provocando sentimentos desconfortáveis à família, como medo e inseguranças.

ü  A segunda fase, chamada de Raiva é quando há uma revolta por parte da família ao encarar a realidade e todos os possíveis obstáculos que envolvem o diagnóstico e desenvolvimento de uma criança com transtornos do neurodesenvolvimento, sendo comum que se busque pessoas ou coisas para culpar como forma de sanar os sentimentos do momento.

ü  A terceira fase se refere a Barganha, em que a família busca alternativas que julga

menos agressivas à sua aceitação como forma de não precisar encarar o processo que a espera. A quarta fase é chamada de Depressão, onde a família percebe que o movimento de estratégias alternativas não traz resultados e passa pelo momento de compreensão das emoções geradas desde o momento da “notícia”.

Por fim, as famílias chegam ao momento da aceitação, em que estão emocionalmente preparadas para buscar e praticar o que for necessário para auxiliar a criança nos tratamentos e procedimentos necessários.

É primordial compreender todas estas questões, pois a exigência feita a uma família que se encontra na última fase não pode ser a mesma da primeira ou segunda, é necessário respeitar estas fases e compreender o que será possível em cada momento, pois nem sempre conseguiremos, enquanto profissionais, trabalhar com o ideal.

Dentre os motivos pelos quais as famílias normalmente apresentam resistência na aceitação do diagnóstico, destacamos a desatualização de profissionais, o que acarreta em informações equivocadas ou na ausência delas para a família, a incompreensão da sociedade que acarreta em capacitismos ocorridos de diferentes maneiras, desde as mais agressivas até comentários considerados sutis, como:

Ø                      “Ele tem algum problema!”,

Ø                      “Nossa, mas ele é tão inteligente!”,

Ø                      “Ele tem autismo, mas é leve”,

Ø                      “Nossa, mas ele fala de tudo!”,

Ø                      “Ah, agora tudo é autismo!”.

Pesquisas atuais comprovam a sobrecarga de pais e mães de pessoas com deficiência e a influência emocional na disfunção de Cortisol (hormônio responsável pela regulação do estresse).

Schmidt e Bosa (2007) observam que "os altos níveis de estresse encontrados nas mães de pessoas com autismo parecem estar relacionados a fatores como o excesso de demanda de cuidados diretos do filho, isolamento social e escassez de apoio social.

Além disso, o alto nível de dependência de apoio da família e a carência de outras provisões de apoiam geram intensos sentimento de insegurança, ansiedade e temores em relação à condição futura da pessoa com autismo, afetando a família como um todo" (SCHMIDT; BOSA, 2007, p. 183).

Importante considerar que a família deve participar e contribuir na estimulação das crianças, porém é de responsabilidade dos profissionais envolvidos oferecerem orientações de quais os caminhos a serem seguidos, por meio de pesquisas embasadas em ciência. "NÓS NÃO SOMOS TODOS IGUAIS, MUITO PELO CONTRÁRIO, SOMOS TODOS DIFERENTES. O PROBLEMA ESTÁ EM TORNAR A DIFERENÇA UM OBSTÁCULO".

Que possamos ser facilitadores do processo diagnóstico junto às famílias.

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!
Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.Amigo é a base quando falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Oração do Professor


"Obrigado, Senhor, por atribuir-me a missão de ensinar e por fazer de mim uma professora no mundo da educação.

Eu te agradeço pelo compromisso de formar tantas pessoas e te ofereço todos os meus dons.

São grandes os desafios de cada dia, mas é gratificante ver os objetivos alcançados, na raça de servir, colaborar e ampliar os horizontes do conhecimento.

Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também o sofrimento que me fez crescer e evoluir.

Quero renovar cada dia a coragem de sempre recomeçar.

Senhor!

Inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador para melhor poder servir.

Abençoa todos os que se empenham neste trabalho iluminando-lhes o caminho.

Obrigado, meu Deus, pelo dom da vida e por fazer de mim uma educadora consciente, comprometida hoje e sempre. Amém!"