Educar Senpre - LINKE ME

SEGUIDORES

24 de mar. de 2022

 

Critérios diagnósticos do TEA

            O processo de diagnóstico traz consigo questões culturais que nos fazem muitas vezes questionar se de fato o laudo é importante. Dentre vários aspectos que tornam de extrema relevância o fechamento de um diagnóstico fidedigno, ressaltamos que por meio dele o indivíduo desenvolve o autoconhecimento, compreende qual o tratamento mais adequado a ser realizado, tem acesso e direito à terapias e inúmeros outros benefícios expressos na LBI (Lei Brasileira de Inclusão) e quando consideramos crianças e adolescentes, pensamos também no direito à um acompanhante terapêutico especialização na escola, assim como a adaptação e adequação dos objetivos previstos no currículo acadêmico.

Uma pesquisa realizada pelo Centro de Controle de Doenças e Prevenção (CDC), nos Estados Unidos, apresentou que 1 a cada 44 pessoas possuem o Transtorno do Espectro Autista, o que deu margem à falsas afirmações sobre o aumento do nascimento de pessoas com TEA.

O que ocorre é que atualmente houve um avanço de extrema relevância em pesquisas que auxiliaram na compreensão, identificação e no tratamento de pessoas dentro do Espectro. É importante compreender, entretanto, que atualmente não possuímos na ciência, exames que identifiquem o Autismo com fácil acesso, apesar de haverem protocolos a serem seguidos pelos médicos para identificar comorbidades e/ou justificar sintomas com outros diagnósticos que não o TEA, tais como o Potencial evocado auditivo (BERA) ou Audiometria condicionada, Eletroencefalograma e a Ressonância Magnética.

Então como é realizado o diagnóstico atualmente no Brasil? Por meio dos critérios previstos no DSM-V até que o CID-11 esteja efetivamente validado no Brasil.

O DSM-V oferece uma padronização para que os diagnósticos não ocorram por meio de opiniões pessoais, porém, é necessário que os profissionais especializados envolvidos neste processo, apliquem protocolos validados para analisar a presença dos sintomas por meio de observações clínicas, tomando como parâmetro os marcos do desenvolvimento.

 Atualmente, são indicados para avaliar e desenvolver os sintomas do TEA, profissionais das áreas de Psicologia especializada em ABA, Psicopedagogia especializada em ABA e Transtornos do Neurodesenvolvimento, Fonoaudiologia Especializada em ABA, Apraxia de Fala e Comunicação Aumentativa e Alternativa e Terapeutas Ocupacionais especializados em Integração Sensorial de Ayres.

A avaliação de investigação e fechamento de diagnóstico do TEA atualmente envolve entrevista com os responsáveis para investigação do histórico de desenvolvimento desde a gestação, visto que já se compreende a influência destes no desenvolvimento neurológico e aplicação de Protocolos que investiguem os sintomas previstos no DSM, como habilidades sociais e de comunicação, além de comportamentos restritos e estereotipados.

 Dentre os Protocolos atuais, destacamos aqueles baseados na Análise do Comportamento Aplicada, que não são restritos apenas para Psicólogos: Vbmapp, Ablls-R, Inventário Portage, Q-10 entre outros.

Além disto, é importante que os profissionais realizem também avaliação do paciente/aluno no ambiente escolar e em outros ambientes frequentados por ele (mercado, shopping, lojas, entre outros) para avaliar habilidades sociais.

 Após a equipe concluir o prognóstico, o médico fecha o diagnóstico. É fundamental compreender que objetivo das terapias não é buscar a “cura” para o TEA, visto que isto não existe, pois não se trata de uma doença e sim uma condição neurológica, mas melhorar a qualidade de vida dos pacientes e famílias. ,

Além das terapias, é comum o uso de medicações, mas ressaltamos que atualmente não há intervenção medicamentosa para TEA no Brasil, apenas para comorbidades.

10 de mar. de 2022

 

 Sinais do TEA na infância 

O Autismo passa por constantes atualizações a respeito da compreensão do tema, já tendo sido considerado como semelhante a uma série de outros Transtornos, entre eles TGD, Esquizofrenia Infantil, Deficiência Intelectual, porém, atualmente, há sintomas específicos que explicam e diferenciam o TEA dos demais transtornos existentes.

Sempre que consideramos Transtornos Neurológicos, precisamos considerar ferramentas padronizadas e com embasamento científico para realizar afirmações e avalições relacionadas. Ainda assim, atualmente não possuímos na ciência, com fácil acesso, exames que identifiquem o Autismo, apesar de haver protocolos a serem seguidos pelos médicos para identificar comorbidades e/ou justificar sintomas com outros diagnósticos que não o TEA, tais como o Potencial evocado auditivo (BERA) ou Audiometria condicionada, Eletroencefalograma e a Ressonância Magnética.

Pensando nos Sinais do TEA, consideramos o DSM-V TR, que teve sua última atualização em 2013 como sendo o documento mais atual validado para o Brasil.

Segundo ele, os sintomas a serem analisados integram dois grupos, a saber:

 A - Déficits sociais persistentes: incluindo Reciprocidade socioemocional, Comunicação, Desenvolvimento e Manutenção de relacionamentos;

 B - Padrões restritos e repetitivos de comportamento: envolvendo Movimentos motores estereotipados ou repetitivos, Rituais, Interesses altamente restritos e fixos, Hiper ou Hiporreatividade a estímulos sensoriais.

Além disso, é importante considerarmos que a palavra Espectro se refere à vasta diversidade de maneiras como os sintomas podem se manifestar, pois apesar de se tratar da mesma Competência (social, comunicação, padrões), envolvem prejuízos diferentes.

Por exemplo, pensando em habilidades sociais, encontramos pessoas com Autismo que apresentam dificuldades no contato visual, outras em iniciar ou manter uma conversação.

Além disso, os padrões podem estar relacionados à alimentação, tecidos, brinquedos, assuntos, entre outras coisas.

O DSM-V TR especifica não apenas os sintomas, mas também os critérios para realizar um diagnóstico fidedigno, sendo eles sintomas que causam prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo no presente, que devem estar presentes precocemente no período do desenvolvimento, embora não possam se tornar plenamente manifestos até que as demandas sociais excedam as capacidades limitadas ou possam ser mascarados por estratégias aprendidas mais tarde na vida.

Ainda no mesmo documento, encontramos a maneira como são definidos os Níveis de Apoio do TEA – vale destacar que não é adequado a utilização do termo “graus” – e sim avaliar quanta ajuda/apoio a pessoa precisa em diferentes ações da vida, como se comunicar, se vestir, comer, comprar, entre outros.

Vale destacar que há outros sintomas comuns em pessoas com autismo, mas que atualmente não são considerados critérios diagnósticos. Isso significa que a ausência desses sintomas não exclui o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista, como por exemplo andar na ponta dos pés, transtornos do processamento sensorial, ausência de expressões faciais, apatia e comportamentos agressivos, entre outros.

 Foi liberada recentemente a última versão do CID (Classificação Internacional de Doenças) que ainda não se tornou obrigatória no Brasil, visto que ainda está em processo de tradução. Seu objetivo é atualizar novamente as compreensões acerca do tema e se tratando do TEA, haverá subdivisões que detalham as características dos sintomas no momento do diagnóstico:

TEA com Deficiência Intelectual,

TEA sem Deficiência Intelectual,

TEA com prejuízos na linguagem funcional,

TEA com ausência de linguagem funcional, porém o CID não substitui a função do DSM-V TR, assim como os Níveis de Suporte nele contidos, sendo ainda mais utilizado para consultas relacionadas à políticas públicas

    Por fim, enquanto profissionais, é importante que estejamos sempre atualizamos e embasados na ciência para melhor compreensão, contribuição e evolução sobre o Transtorno do Espectro Autista.

7 de mar. de 2022

 

História do Autismo e sua definição

Historicamente, o Autismo, termo definido por Kanner em 1943, passa por adequações envolvendo a quebra do Capacitismo e melhor compreensão das potencialidades das pessoas com o Transtorno. Kanner estudou 11 crianças que apresentavam comportamentos que as diferenciavam das demais do grupo, apresentando prejuízos sociais, comportamentos repetitivos, inflexibilidade, ecolalias, atraso de fala e linguagem e determinou que tais sintomas não mais eram compreendidos como Esquizofrenia Infantil, o que contribuiu significativamente na distinção do TEA em relação aos demais transtornos existentes.

Porém, seus estudos ganharam maior visibilidade após o autor classificar o Autismo como perturbações relacionadas à questões afetivas e fortificou estudos e teorias como "Mães Geladeira", que foram descritas no livro Fortaleza Vazia, de Bruno Bettleheim, que impactou significativamente, de maneira negativa, o avanço pela compreensão do tema na época, além de questões culturais envolvendo a responsabilidade da família.

Hoje compreendemos que o Transtorno do Espectro Autista não se define por questões emocionais ou relações com seus pares (responsáveis) e sim por uma questão neurológica com forte causa genética, eximindo, assim, a responsabilidade de pais e mães pelas dificuldades enfrentadas pelos filhos ao lidarem com os sintomas do Autismo.

É de extrema importância o embasamento científico acerca do tema para que informações pseudocientíficas não sejam propagadas, prejudicando o desenvolvimento dos pacientes, compreensão da família e até mesmo de muitos profissionais.

Com o avanço da tecnologia e dos estudos realizados e atualizados constantemente, é possível afirmar que 81% dos casos de Autismo possui causa predominante genética herdada, por meio de alteração de genes provindos da mãe, do pai ou de ambos; há ainda evidências de casos onde pais não apresentam alterações de genes, sendo uma mutação individual chamada DE NOVO, não no sentido de se repetir, apenas como nomenclatura para especificar uma mutação específica do desenvolvimento neurológico do indivíduo; dados de 0,4 a 1,2% dos casos de autismo possuem causa ambiental, mas não o ambiente de casa como muitos compreendem e sim o ambiente uterino que pode ser modificado por meio de intercorrências como medicações, uso de substâncias, falta de oxigenação, entre outros fatores que influenciam na formação do feto, principalmente no primeiro trimestre (PAIVA JÚNIOR, 2019).

Foi comprovado também que existe um fator biológico que impacta na predominância do Autismo em pessoas do sexo masculino, justificado pelo que chamamos de "Teoria do Copo", a qual descreve a capacidade neurológica do cérebro feminino em combater alterações que causem prejuízos em diferentes áreas do desenvolvimento.  

Também explicado por um teste chamado Exame: Eye Tracking (Rastreamento do Olhar), em que ao expor um objeto e o rosto de uma pessoa em frente a um bebê recém-nascido com indicações de Autismo, foi constatado que meninas olham mais para o ser humano, meninos para itens não humanos e crianças que olharam mais de 70% para a tela, posteriormente foram diagnosticados com TEA, sendo entre elas mais de 50% sexos masculino.4 O autismo no Brasil A história do autismo no Brasil é relativamente recente e começou a ser mais conhecida a partir da década de 1990.

Antes disso, o autismo era pouco conhecido e diagnosticado no país, o que resultava em muitas crianças sendo rotuladas erroneamente como preguiçosas, rebeldes ou com problemas comportamentais.

Foi somente em 1993 que o autismo foi incluído pela primeira vez no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), da Associação Americana de Psiquiatria, e isso contribuiu para que o autismo começasse a ser mais estudado e diagnosticado no Brasil.

Somente em 2004 o Ministério da Saúde reconheceu oficialmente o autismo como uma deficiência, o que garantiu o acesso das pessoas com autismo aos serviços públicos de saúde e educação.

Desde então, houve um aumento significativo no número de diagnósticos no país, o que contribuiu para a conscientização sobre o transtorno e para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para a inclusão das pessoas com autismo na sociedade.

Hoje, existem diversas entidades e organizações que lutam pelos direitos das pessoas com autismo no Brasil e oferecem suporte às famílias e aos indivíduos afetados pelo transtorno.

Além disso, é importante destacar que os estudos e as representações do autismo no Brasil vêm passando por transformações nos últimos anos, sobretudo graças ao aumento das pesquisas que visam desmistificar aspectos como informações pautadas em achismos e sem qualquer cientificidade.

Ortega, Zorzanelli e Rios (2016) observam ainda que a mídia tem um papel muito importante na propagação de conhecimentos e informações sobre esse transtorno, destacando que nos últimos anos houve um aumento na quantidade de material, principalmente impresso, sobre a temática, ainda que esse seja um processo controverso pois a representação desse grupo que era divulgada nem sempre era um retrato próximo da realidade.

Cunha e Araújo (2021) apresentam a perspectiva da inclusão educacional das crianças com autismo, visto que por meio da Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014 foi criado o Plano Nacional de Educação (PNE), que ampliou a discussão sobre os processos de universalização da educação, ou seja, tratou da inclusão de indivíduos com alguma deficiência, transtornos globais ou superdotação, garantindo a eles acesso à educação básica.

 

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!
Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.Amigo é a base quando falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Oração do Professor


"Obrigado, Senhor, por atribuir-me a missão de ensinar e por fazer de mim uma professora no mundo da educação.

Eu te agradeço pelo compromisso de formar tantas pessoas e te ofereço todos os meus dons.

São grandes os desafios de cada dia, mas é gratificante ver os objetivos alcançados, na raça de servir, colaborar e ampliar os horizontes do conhecimento.

Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também o sofrimento que me fez crescer e evoluir.

Quero renovar cada dia a coragem de sempre recomeçar.

Senhor!

Inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador para melhor poder servir.

Abençoa todos os que se empenham neste trabalho iluminando-lhes o caminho.

Obrigado, meu Deus, pelo dom da vida e por fazer de mim uma educadora consciente, comprometida hoje e sempre. Amém!"